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Cadeira 1 - Cel Edmundo José de Bastos Júnior
Edmundo José de Bastos Júnior, neto de um médico do Exército Brasileiro e filho de um escrivão da Delegacia Regional de Polícia de Joinville- SC, ocupa a cadeira nº 1 da Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina, a ALMESC. Iniciou sua carreira na PMSC como aluno do Curso de Formação de Oficiais em 23/02/1950. Foi Graduado na terceira turma de Oficiais formados pela própria corporação, atuando com destaque como Delegado Especial de Polícia em Camboriú, em Joaçaba, em Canoinhas e em Chapecó. Na Capital exerceu as funções de Comandante do Pelotão de Cavalaria, Ajudante de Ordens do Comandante-Geral e Subchefe da Casa Militar. Chefe da Casa Militar dos Governadores Celso Ramos e Ivo Silveira. Transferiu-se para a Reserva Remunerada no posto de Coronel no ano de 1968, por ter sido nomeado, por concurso, para o cargo de Juiz Auditor da Justiça Militar do Estado, o qual exerceu por aproximadamente treze anos. É Bacharel e Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, tendo integrado o seu Corpo Docente como Professor de Direito Penal e também integrado o Conselho Universitário da UFSC por quatro anos. Lecionou na Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina e no Centro de Ensino da Polícia Militar durante 40 anos. Foi membro do Conselho Penitenciário do Estado entre 1990 e 1995. Na área acadêmica voltada para o Direito Penal é autor de vários livros reconhecidos pela comunidade cientifica e por profissionais do direito, os quais tem servido de referência, além de vários artigos em revistas e jornais especializados. Historiador, tem também algumas obras publicadas sobre a história da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, contribuindo com o registro de muitas histórias e engrandecimento das Polícias Militares.
Patrono - Cel Antônio De Lara Ribas
Filho de Constantino de Oliveira Ribas e Querubina de Lara Ribas, nasceu em Palmas, Paraná, em 25 de outubro de 1902. Depois dos primeiros estudos, foi interno no Colégio Diocesano Santa Maria, em Campinas, mas, por falta de recursos, interrompeu o curso ginasial no 3º ano. De volta a sua terra, desempenhou atividades próprias do meio rural. Em setembro de 1924, alistou-se como 1º sargento em uma companhia de patriotas (voluntários) organizada para atuar em reforço ao 2º Batalhão de Infantaria da Força Pública de Santa Catarina, que, integrando as forças legalistas, combatia os revoltosos de São Paulo.
Terminada a campanha e dissolvidas as unidades de voluntários, foi, a 6 de junho de 1925, incluído na milícia catarinense, na mesma graduação (1º sargento). Em 31/12/1928, foi promovido a 2º tenente, por ter sido classificado em primeiro lugar na primeira turma do Curso de Preparação Militar, criado por Lopes Vieira para a formação de oficiais.
Na revolução de 1930, comandou uma seção de metralhadoras pesadas, na posição defensiva instalada na cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz. Entre março e setembro de 1932, foi delegado de polícia da capital. A 21 de setembro daquele ano foi promovido a 1º tenente. Quando eclodiu a chamada Revolução Constitucionalista de 1932, foi designado para organizar e comandar o 3º Batalhão de Caçadores (3º BCR), em Cruzeiro, hoje Joaçaba. Para esse fim, foi comissionado no posto de capitão e, depois, no de major. A forma com que dominou uma tentativa de sublevação da unidade, promovida por alguns oficiais influenciados por simpatizantes da causa paulista, levou o interventor Assis Brasil a promovê-lo a capitão, por distinto merecimento – a única por esse critério na história da corporação – comissionando-o, em seguida, no posto de tenente-coronel. Terminada a campanha, foi nomeado delegado de Polícia de Porto União, com jurisdição em área que se estendia desde Campo Alegre até a fronteira com a Argentina.
Em 1933 e 1934, foi delegado de polícia em Canoinhas e Tubarão. Depois, organizou e comandou a Companhia Provisória de Porto União, criada em 1º/3/1935. Em 1937, freqüentou, no Rio de o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da PM do então Distrito Federal, classificandose em primeiro lugar. Em novembro de 1938 foi nomeado delegado da Ordem Política e Social, cargo que exerceu até depois de terminada a Segunda Guerra Mundial. Em 1943, publicou o famoso livro “O Punhal Nazista no Coração do Brasil”, impressionante documentário sobre as atividades do Partido Nazista em nosso estado.
Foi promovido a major em 2/5/1945, e a tenente-coronel, em 6/3/1948. Como subcomandante da corporação, foi o grande responsável pela reativação do Curso de Formação de Oficiais, paralisado desde 1930. Chegou ao posto de coronel e ao comando geral da PM em 28/12/1949, em que permaneceu por poucos meses, por ter sido nomeado, em 3/8/1950, secretário da Segurança Pública, que exerceu até 31 de do ano seguinte. Passou para a reserva remunerada em 16/6/1951. Em 1954, assumiu o cargo de diretor da Divisão Administrativa do SESI nacional.
Em 5/2/1961, convocado para o serviço ativo pelo recém empossado governador Celso Ramos, assumiu novamente o comando geral da PM estadual. Durante seu segundo comando, realizou um trabalho que deu à Polícia Militar um impulso de desenvolvimento que a colocaria em condições de acompanhar a acelerada evolução e o progresso do estado nos anos seguintes, e que representaria na corporação – considerados os momentos históricos – um marco comparável à administração de seu mestre e amigo Pedro Lopes Vieira.
Não houve, praticamente, instalação ou serviço que não fosse recuperado, ampliado, ou que deixasse de receber algum tipo de melhoria. A administração foi descentralizada com a criação das diretorias setoriais. Foram organizados os primeiros batalhões no interior, o 2º BPM, em Chapecó, e o 3º BPM, em Canoinhas. Criaram-se companhias e estações de bombeiros em vários municípios. Uma escola de Educação Física foi criada e entrou em funcionamento, para a formação de monitores, tanto para a própria corporação como para os estabelecimentos de ensino da rede estadual. Criou-se o Serviço de Salvamento, com seu primeiro posto de guardavidas instalado em Camboriú. Através de convenio com o Acordo Florestal do ministério da Agricultura, foi criada a Polícia Florestal, e sua primeira patrulha instalada em Curitibanos. Florianópolis tornou-se a décima cidade do país a contar com serviço de radiopatrulha. Com a instalação de um gabinete psicotécnico, a PM de Santa Catarina foi a primeira entidade do estado a utilizar aquele método para seleção de pessoal. Foi criada a Seção de Identificação. No QG, além de outras melhorias, foi construída uma ala para alojar as seções do Estado Maior e a Justiça Militar. O Curso de Formação de Oficiais ganhou instalações próprias, na Trindade. Vários oficiais foram enviados a outros estados e ao exterior, para cursos estágios de especialização ou aperfeiçoamento, e oficiais de outras PMs vieram ministrar cursos na corporação. No início de 1961, a rede do serviço de radiocomunicações contava com 49 estações, das quais somente 15 operavam regularmente; ao encerrar-se o comando de Lara Ribas, eram 64 estações, todas em pleno funcionamento; a central havia recebido novo e moderno equipamento, e foi instalada em dependências amplas e apropriadas. Para as comunicações internas foi adquirida uma central telefônica. Todas as oficinas da corporação tiveram suas instalações melhoradas e ampliadas, e receberam nova maquinaria. O estádio “Renato Tavares” foi ampliado, aproveitando-se a área de terra contígua adquirida por Lara Ribas em seu primeiro comando. O Rancho Geral foi remodelado, passando a operar com o sistema de distribuição individual de refeições em bandejas. O Montepio (depois IPESC), até então obrigatório só para oficiais, foi estendido a todas as praças, e cabos e soldados foram beneficiados com um seguro de acidentes pessoais, sem ônus para eles. A obra máxima de Lara Ribas, considerada a precária assistência de então, foi o hospital que depois levou seu nome, moderno e muito bem equipado para a época.
No início de 1964, o coronel Lara Ribas deixou o comando e retornou ao Rio de onde acabou assumindo a superintendência do SESI nacional, cargo em que outra vez se evidenciaram suas qualidades de administrador capaz e dinâmico. Grandes e modernas obras assistenciais foram implantadas em vários pontos do país. Em Teresina, Piauí, um Centro Social recebeu seu nome, assim como uma escola modelo, em São Luís, Maranhão. Em Chapecó, neste estado, há um colégio “Coronel Lara Ribas”. Em 1971, retornou definitivamente a Florianópolis.
Entre as várias condecorações e honrarias com que foi distinguido, destacam-se os títulos de Cidadão Honorário de Florianópolis (1973), de Santa Catarina (1990) e a medalha Anita Garibaldi (1985).
É autor de dois importantes livros sobre a história da corporação: “Polícia Militar de Santa Catarina. Ação de Guerra dos Batalhões de Infantaria. Período de 1922 a 1930” (Ed. PMSC, 1985) e “Polícia Militar de Santa Catarina. Ação de Guerra do BC Catarinense desde a Batalha de Buri até a Tomada de Taquaral, 1932” (Ed. PMSC, 1985). Apreciador de orquídeas e renomado conhecedor dessas flores, publicou, em 1945, o livro “Orquídeas Catarinenses”, que teve uma nova edição em 1985.
Cadeira 2 - Cel Roberto Rodrigues de Menezes
Escritor, nascido em 07-11-1949 em Florianópolis, SC, o coronel Roberto Rodrigues de Menezes é Veterano da Polícia Militar Catarinense. .
Premiações
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Medalha Coronel Cantídio Quintino Régis pela 1ª Colocação no Curso Superior de Polícia (1988).
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Medalha comemorativa aos 90 anos do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (2016).
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Prêmio Ivo Silveira de Cultura da Academia de Letras de Palhoça e Câmara Municipal daquele município. (2018)
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Medalha Academia de Letras dos Militares Estaduais do Paraná (Curitiba - 2019).
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2021 – Acadêmico de Honra da Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba (ALMEP).
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2021 – Medalha de Mérito “Major Clodoaldo de Franca”, do Clube dos Oficiais dos Militares Estaduais da Paraíba.
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2022 - Medalha de Mérito da Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina em sua décima edição.
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2022 – Medalha de Mérito da Almebras em sua primeira edição.
Atividades na área cultural:
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Cadeira 2 da ALMESC, Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina.
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Cadeira 1 da ALMEBRAS, Academia de Letras dos Militares Estaduais do Brasil e DF, com sede em Brasília.
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Membro Emérito do IHGSC, Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.
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Cadeira 17 da ACL - Academia Catarinense de Letras.
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Cadeira 9 da ADELIT, Academia Desterrense de Literatura (Florianópolis).
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Cadeira 39 da ASAJOL, Academia São José de Letras.
Obras publicadas (solo)
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A profana comédia (1999) ─ Editora e Gráfica Natal (contos e versos) ─ Florianópolis.
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Vem e segue-me (Biografia oficial do Monsenhor Francisco de Sales Bianchini) ─ 2008. Universidade Federal de Santa Catarina, Movimento de Emaús e Instituto Figueirense de Assistência Social ─ Florianópolis. Apresentação de Paulo Sérgio Galotti Prisco Paraíso.
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Ao correr da vida (poesias) 2010. Editora PapaLivro. Florianópolis. Apresentação de Deyse de Abreu Teodoro.
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Rememórias (narrativas) 2011. Editora Papa-Livro. Florianópolis. Apresentação de Artêmio Zanon.
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Memória Militar Estadual (fatos históricos das Corporações Polícia Militar e Corpo de Bombeiros catarinenses) – 2012 – Editora Papa-Livro – Florianópolis. Apresentação de Ib Silva, da Academia Catarinense Maçônica de Letras.
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Castelo Azul ─ Tomo I da Trilogia Poética de Cores Azul, Púrpura e Verde. 2012. Editora Papa-Livro – Florianópolis. Apresentação de Vera De Barcellos.
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Portugal, terra-mãe ─ Fênix Coletânea Literária Eletrônica 2013 – 20 sonetos, 14 poemas de rimas e métricas diversas e 4 poetizações em sétimas heptassílabas de obras da literatura universal (Bocaccio e Maquiavel). Por concessão de Carmo Vasconcelos e Henrique Lacerda Ramalho, Lisboa, Portugal.
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Castelo Púrpura ─ Tomo II da Trilogia Poética de cores Azul, Púrpura e Verde – 2013 – Editora Papa-Livro, Florianópolis. Apresentação de Maura Soares. – Florianópolis. Apresentação de Maura Soares.
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Mitologia em poema – Fênix coletânea literária eletrônica 2014 – Lisboa, Portugal.
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Castelo Verde – Tomo III da Trilogia Poética de cores Azul, Púrpura e Verde – 2014 – Editora Papa-Livro – Florianópolis. Referência: Eugênio de Sá, membro da Associação de Poetas Portugueses.
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A festa do Divino na Enseada (contos açorianos) – Editora Papa-Livro – Florianópolis – 2015.
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Adamastor – versificação atualizada do Canto V de Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões – Historiografia poética – Editora Fênix – 2016 – Lisboa, Portugal.
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Mitologia em verso – poesias e poemas greco-romanos clássicos – Historiografia poética – Editora Papa-Livro – Florianópolis – 2016. Apresentação de Celestino Sachet.
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Dindinhas – genealogia das famílias Rodrigues, Matos, Raupp e Machado Valença – Editora Papa-Livro – Florianópolis – 2017. Apresentação de Alcides Rodrigues Calazans.
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Caderno Literário – Ensaio sobre Poética, Poemática e Correntes literárias no Brasil – Editora e Gráfica Natal – Florianópolis – 2017.
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Os Menezes – genealogia – Editora Papa-Livro – Florianópolis – 2018.
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Polydoro Olavo de S. Thiago (ensaio) – Editora e Gráfica Natal – Genealogia – Florianópolis – 2019.
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Castelo D’Ouro – poesias e poemas – Papa-Livro – Florianópolis – 2020. Apresentação do Poeta Pinheiro Neto.
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O vice e a escrava – pesquisa histórica no IHGSC – Papa-Livro – Florianópolis – 2021. Apresentação do Dr. Augusto César Zeferino.
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Castelo Eterno - Poemas para Roberto Junior – 2022. Apresentação de Adriana do Amaral Menezes Souza. Editora Papa-Livro – Florianópolis – 2022.
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Almebras, o início – Editora Papa-Livro - 2023.
Participações Literárias:
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Diversas Antologias literárias no Brasil e Portugal.
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Redator de 21 revistas de cultura “O Clarim”, da ALMESC, Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina, de 4 revistas de cultura “Laço Húngaro” da ALMEBRAS, Academia de Letras dos Militares Estaduais do Brasil e DF e três revistas da ADELIT, Academia Desterrense de Literatura. (Editora e Gráfica Natal).
Patrono - Feliciano Nunes Pires
Por volta de 1780, Antônio Nunes Ramos, filho de Antônio Nunes e Jacintha Tereza, naturais da ilha do Fayal, no arquipélago dos Açores, veio moço para Santa Catarina.
Antônio casou-se na vila do Desterro com Maria Joaquina de Jesus Pires, filha dos lavradores José Francisco Pires, natural da freguesia de Santa Beatriz, na ilha Terceira dos Açores, e Quitéria Clara da Conceição, natural da ilha Graciosa no mesmo arquipélago. Antônio e Maria Joaquina fixaram residência numa localidade entre Itacorubi e o Córrego Grande, chamada Trás-do-morro, que é hoje a Trindade, bairro de Florianópolis.
Tiveram nove filhos: Severino, Feliciano, Francisco, Luiz, José (Juca), Manoel, Antônio, Rita e Dionísio. Esta elegia se direciona para o segundo filho varão, Feliciano Nunes Pires, patrono da Cadeira 2 da Academia de Letras dos Militares Estaduais.
À semelhança de casos observados em outros países, os filhos de Antônio Nunes Ramos adotaram o sobrenome Pires da mãe. Estava assim iniciada a família Nunes Pires, hoje tradicional e respeitada em Santa Catarina.
Porém, falemos do segundo filho, Feliciano, o fundador do Corpo Policial que deu origem à PM e dentro desta aos Bombeiros catarinenses.
A 21 de dezembro de 1785, na freguesia da Trindade (naquela época denominada Trás-do-Morro), em Desterro, hoje Florianópolis, nascia FELICIANO NUNES PIRES, filho do lavrador Antônio Nunes Ramos e de dona Maria Joaquina Pires, ambos naturais da mesma freguesia. Fez os estudos iniciais no lar, com seu pai, que lhe transmitiu conhecimentos de inglês. Aos 21 anos Feliciano era nomeado professor de primeiras letras na ilha de Santa Catarina, com provisão a 18 de julho de 1810. No ano anterior, com vinte anos, casara-se com Rita de Cássia Jacques de Oeiras, que lhe deu nove filhos: Cesária, Carlota, Anfilóquio, Protásia, Gervásia, Praxedes, Nunésia (casada com Silvério Cândido de Faria), Filastro e Edwiges.
Alguns anos depois, transfere-se para a vila do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Advogado provisionado, professor público de Latim da vila do Rio Grande (provisão de 27 de julho de 1820). Foi deputado à Assembleia Geral do Império pela província do Rio Grande do Sul, como suplente convocado, de 1826 a 1829. Na viagem de navio para o Rio de Janeiro, a embarcação foi saqueada e ele perdeu todos os seus documentos. Mesmo assim, toma posse em 1827.
É nomeado Presidente da Província de Santa Catarina, por Carta Imperial de cinco de maio de 1831 e toma posse em Desterro a seis de agosto de 1831, substituindo ao Vice-presidente Francisco Luís do Livramento.
“Desde a juventude Feliciano mostrara apreciáveis dotes morais e intelectuais que o colocariam em evidência, para honra e enobrecimento de sua pátria, conquistando elevados cargos públicos que exerceu com rara competência, honestidade e patriotismo. Podemos dizer que foi um dos mais probos e perfeitos representantes dos estadistas do Brasil Império” (Do livro do centenário da Polícia Militar).
No Rio de Janeiro foi Inspetor da Alfândega.
Muito jovem, foi residir na província do Rio Grande do Sul, onde completou os estudos de Direito. Lá exerceu a advocacia e foi nomeado para o Conselho Geral da Província e depois eleito deputado à Assembleia Geral. Foi professor de Latim, idioma que dominava com perfeição, bem como abalizado filólogo, historiógrafo, jurisconsulto e preceptor da mocidade. Tinha hábitos simples, espartanos, e se vestia como qualquer pessoa do povo
O Governo Geral do Império o foi buscar em Porto Alegre para presidir a Província de Santa Catarina, seu torrão natal. Foi nomeado por carta imperial a 5 de maio de 1831 e tomou posse em 06 de agosto do mesmo ano, governando a Província até 04 de novembro de 1835. Em 08 de maio de 1835 Feliciano instalou a Assembleia provincial em Santa Catarina, marco inicial da hoje Assembleia Legislativa do Estado, dando corpo ao poder legislativo. Foi depois nomeado Presidente da Província do Rio Grande do Sul por ato do regente Diogo Feijó, o que se verificou, no momento em que sensíveis eram os efeitos do movimento revolucionário que lá irrompera. Tomou posse a seis de junho de 1837, perante a Câmara Municipal de Porto Alegre. Demitiu-se em 27 de setembro do mesmo ano, ficando pouco mais de três meses no cargo. O que teria acontecido? Não aceitaram os gaúchos ser governados por um catarinense? Ou eram problemas de cunho pessoal que retiraram o desterrense de lá?
Mesmo no curto período, com brandura e justiça soube apaziguar ânimos exaltados, revelando-se digno da missão que lhe fora confiada.
Durante seu governo foram efetuadas também as primeiras investigações sobre o carvão mineral na região sul da província; foi criada a Freguesia de São João Batista do Rio Vermelho na ilha, como também a repartição da Fazenda Provincial. Ainda como governador organizou o serviço dos Correios e elevou à condição de Vilas as freguesias de São José da Terra Firme e de São Miguel.
Dentre os inúmeros benefícios que prestou à Santa Catarina, avulta a criação da Força Policial Militar, em substituição à ineficiente Guarda Municipal, oferecendo fiel garantia das leis e da ordem, sem as quais não se operaria o progresso da Província. A lei nº 12 de 5 de maio de 1835 criou esta força, embrião da Polícia Militar de Santa Catarina.
Entregou a administração da província catarinense em 04 de novembro de 1835, sendo substituído por José Mariano de Albuquerque Cavalcanti.
O Comendador Feliciano faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro do ano de 1860.
Feliciano Nunes Pires é patrono da cadeira 09 da Academia Catarinense de Letras, que tem o escritor Marcos Laffin Carvalho como membro efetivo, e patrono da cadeira 02 da Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina, hoje ocupada pelo Coronel Roberto Rodrigues de Menezes.
Dá também seu nome honrado ao Colégio da Polícia Militar, de ensinos médio e fundamental, que funciona no distrito da Trindade, nesta capital. É nome de rua no centro de Florianópolis.
Cadeira 4 - T C Fredolino Antônio David
Veterano da Polícia Militar de Santa Catarina, Professor e Cerimonialista, nascido em 24/12/1947 em Anitápolis/SC.
Oficial da Polícia Militar de SC (Ten Cel matrícula nº 906593-8/1970).
Membro do CNCP Brasil, (nº 0569/1999).
Pedagogo, habilitação em Formação de Magistério, (Nº 901/1979 MEC-SC).
RESUMO PROFISSIONAL
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Polícia Militar de Santa Catarina: ingressou como Cadete em 1970, formando-se em 1973. Galgou todos os postos por merecimento. Das principais funções exercidas destaca-se: Comandante da Polícia Militar de Blumenau, Ajudante de Ordens do Comandante Geral, Diretor do Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires, Subcomandante da Academia Militar da Trindade, Chefe da Divisão de Ensino do Centro de Ensino da Polícia Militar, Chefe da 3ª Seção (PM-3) do Estado Maior Geral e Comandante da Academia Militar da Trindade.
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Magistério Militar: Professor de Legislação PM no Curso Superior de Polícia Militar, Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, Curso de Formação de Oficiais da Academia Militar da Trindade, Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos e Curso de Formação de Sargentos; Professor de Cerimonial e Protocolo da Academia Militar da Trindade e da Academia de Bombeiro Militar de SC e Professor de Deontologia da Academia Militar da Trindade.
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Cerimonial e protocolo: Subchefe do Cerimonial – três gestões e Chefe do Cerimonial – duas gestões, do Governo do Estado de Santa Catarina. No Comitê Nacional de Cerimonial e Protocolo - CNCP Brasil, exerceu as funções de: 1) Coordenador da Região Sul, 2) Diretor de Ensino, Pesquisa e Extensão, 3) Membro dos Conselhos: Fiscal, Ética e Consultivo, 4) Consultor Especial da Presidência, 5) Vice-Presidente, 6) Presidente, 7) Presidente do Conselho Consultivo e 8) atualmente integra o Conselho de ex-Presidentes.
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Magistério Civil: Professor convidado da disciplina: Técnicas de Cerimonial – uso e culto dos Símbolos Nacionais do Curso de Pós-Graduação em Gestão do Cerimonial, Planejamento e Administração da Universidade de Caxias do Sul/RS. Professor convidado da disciplina: Cerimonial Castrense, Diplomático e Desportivo do Curso de Pós-Graduação em Cerimonial, Protocolo e Eventos Institucionais da Universidade Nove de Julho de São Paulo/SP
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Cursos e palestras: Cursos de “Noções Básicas de Cerimonial e Protocolo” a órgãos públicos, organizações empresariais e universidades. Palestras em congressos cerimonial, simpósios, jornadas e encontros com os temas: Cerimonial e Protocolo, Precedências, e Uso e Culto dos Símbolos Nacionais.
FORMAÇÃO ACADÊMICA
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Pós-Graduação: Especialização em Gestão Educacional e Metodologia do Ensino Interdisciplinar pela Faculdade Dom Bosco.
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Pós-Graduação: Especialização em Espaço Celebrativo Litúrgico e Arte Sacra pela Fundação Dom Jaime de Barros Câmara.
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Graduação: Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina.
FORMAÇÃO ACADÊMICA MILITAR
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Pós-Graduação: Curso Superior de Polícia da Academia de Polícia Militar de Minas Gerais em convênio com a Fundação João Pinheiro.
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Pós-Graduação: Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da Academia de Polícia Militar da Trindade - Santa Catarina.
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Graduação: Curso de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar da Trindade - Santa Catarina.
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR
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Curso de Eventos e Cerimonial para o Setor Público pela ABRP, São Paulo/1999.
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Curso de Planejamento e Organização do Cerimonial e Eventos pelo CNCP Brasil, Recife/1999.
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Curso Dia a Dia do Cerimonial pelo CNCP Brasil, Rio de Janeiro/2000.
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Curso de Formação Bíblica pela FACASC, Florianópolis/2011, 2012, 2013 e 2014.
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Diversos cursos e estágios de extensão e qualificação profissional no âmbito da Segurança Pública, Educação e Cultura, Planejamento e Organização de Eventos e Cerimonial e Protocolo.
TRABALHOS E ARTIGOS PUBLICADOS
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Coautor do livro Cerimonial por Cerimonialistas: uma visão contemporânea do cerimonial brasileiro, 2007 1ª edição e 2009 2ª edição.
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Artigos nas 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª Antologias (respectivamente em 2013, 2016, 2018, 2020, 2022 e 2024) da Academia de Letras dos Militares Estaduais.
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Trabalhos (científicos) publicados (em sites oficiais e/ou revistas especializadas): O Hino Nacional nas cerimônias, 2004; Precedências, Primazias e Presidências, 2009; Luto Oficial – desatenção, 2009; Cerimonial Castrense, 2011; As Precedências no meio castrense, 2011, As Honras Fúnebres e o Luto, 2011 e Representação e Representatividade em Eventos Solenes, 2013.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
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Titular da Cadeira nº 02 da Academia Brasileira de Cerimonial e Protocolo.
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Membro correspondente da Academia Argentina de Cerimonial.
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Titular da Cadeira nº 04 da Academia de Letras dos Militares Estaduais de SC.
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“Prêmio Mérito do Cerimonial 2001”, do Comitê Nacional do Cerimonial e Protocolo.
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Diversas condecorações militares e civis.
Patrono - T C João Elói Mendes
O Tenente Coronel João Elói Mendes, filho de Maria e Leovigildo Machado Mendes, dá seu honrado nome à Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar em Santa Catarina. Nasceu em Biguaçu, município da região da grande Florianópoli9s, em 14 de agosto de 1904. Fez o Curso de Sargentos de Infantaria do Exército brasileiro. Ingressou na antiga Força Pública (hoje Polícia Militar) como segundo tenente, por concurso, em 1931.
Participou do Batalhão da Força Pública durante a revolução constitucionalista de 1932, obtendo várias citações elogiosas por desempenho em combate. Foi promovido a primeiro tenente em 1935, a capitão em 1938, a major em 1943 e a tenente coronel em 1949.
Foi delegado de polícia de vários municípios e delegado adjunto da Ordem Política e Social na capital. Exerceu o cargo de Prefeito Municipal de Chapecó em 1939 e em Biguaçu em 1946. Como subcomandante da Polícia Militar catarinense exerceu interinamente o Comando Geral, de 05 de agosto de 1950 a 10 de fevereiro de 1951.
O Tenente Coronel Jão Elói Mendes, morador do bairro de Coqueiros, era expoente da maçonaria. Faleceu em novembro de 1979 na capital, acometido de câncer na bexiga, de acordo com o filho médico, que ainda dele tratou. A Esposa dona Geneta Dutra Mendes faleceu em Florianópolis em 17 de maio de 1988. Contava com pouco mais de oitenta anos e teve morte súbita. João Elói e Geneta eram pessoas muito generosas. Lembra o filho Alceu que sempre havia sobrinhos morando com eles.
O Ten Cel João Elói Mendes teve nove irmãos: Arnaldo, Jaime, Vidal, José, Lauro, Aldo, Isaura, Lourdes e Iracema.
O sobrinho Vilson Mendes (filho de Lauro Mendes) já falecido, membro e presidente da Academia Desterrense de Letras foi casado com a senhora Nelcy Coutinho Mendes, proprietária da Editora Papa-Livro. Outro sobrinho, irmão de Vilson, é Valdir Mendes, presidente da Academia de Letras do Brasil/SC/Florianópolis.
Alceu Dutra Mendes, filho mais novo de João Elói e de dona Geneta Dutra Mendes, nasceu em Florianópolis em 26 de março de 1942. Em 1951 Alceu foi morar em Niterói e em 1959 foi ao Rio de Janeiro para estudar medicina. Reside no Rio de Janeiro há mais de 40 anos. Casou com Tânia Pereira Mendes, também médica, moram nas Laranjeiras. Tem duas filhas: Cristina, médica em Macaé e Carolina médica no Rio de Janeiro.
Arleta, filha mais velha de João Elói e Geneta, nascida em Florianópolis em 24 de novembroe 1934, teve destino trágico; ela, o marido Carlos Gasparino da Silva e mais dois filhos morreram num acidente automobilístico na BR-101 na véspera de Natal de 1972. Arleta contava com 38 anos. Morreram na hora ela, o marido, um filhinho que estava no colo dela e outro filho pequeno. Dois conseguiram se salvar. Foi uma tragédia que emocionou e entristeceu toda comunidade florianopolitana.
Cadeira 6 - Cel Álvaro Maus
Nome: Álvaro Maus
Natural de Benedito Novo-SC
Filho de Siegfried Maus e Marina Alves Maus
Casado com Clarete Aparecida Maus
Filhos: Elis Marília e Álvaro Maus Filho
Formação Civil
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Curso Primário e Ginasial - Escola Básica Teófilo Nolasco de Almeida
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Curso Técnico de Contabilidade - Colégio Comercial Dr Leoberto Leal
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Curso de Pedagogia – Orientação Educacional - Unisul
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Curso de Aperfeiçoamento em Didática para o Ensino Superior – Univali
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Curso Especialização em Gestão Estratégica em Segurança Pública – Unisul
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Curso de Direito – CESUSC
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Curso Pós Graduação em Direito e Processo do Trabalho
Formação Militar
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Curso de Formação de Oficiais – CEPM
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Curso de Especialização de Bombeiros para Oficiais - CBMSC
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Curso de Perícia de Incêndio – Academia de Bombeiros do Distrito Federal
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Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais – CEPM
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Curso de Socorrista (atendimento pré-hospitalar) - CBMSC
Principais funções exercidas
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Comandante da 6ª Seção de Combate a Incêndio – Tubarão – 1984 a 1988
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Sub Comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar – Criciúma – 1988 a 1989
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Sub Comandante do 2º Batalhão de Bombeiros Militar – Curitibanos – 1989 a 1990
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Comandante da 3ª Companhia de Bombeiro Militar – Lages – 1990 a 1992
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Comandante da 1ª Companhia de Bombeiro Militar – Florianópolis - 1994
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Adjunto do Centro de Atividades Técnicas – Florianópolis - 1994 a 1997
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Comandante do 2º Batalhão de Bombeiro Militar – Curitibanos – 1997 a 1998
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Chefe do Centro de Atividades Técnicas – Florianópolis – 1998 a 2003
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Comandante do 1º Batalhão de Bombeiro Militar – Florianópolis - 2003 a 2004
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Diretor de Atividades Técnicas - Florianópolis – 2004 até 2007
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Subcomandante Geral do CBMSC – 2007 até 09 abril 2008
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Comandante Geral – de 09 abril de 2008 até 06 de janeiro de 2011.
Experiência docente em ensino superior
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Curso de Pós Graduação em Segurança Contra Incêndio – FURB
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Curso de Comando e Estado Maior- CBMSC – UNISUL
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Curso de Altos Estudos Estratégicos – CBMSC-UNISUL
Situação atual
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Oficial da Reserva Remunerada do Corpo de Bombeiros Militar-SC
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Aluno da Pós Graduação em Direito e Processo do Trabalho -CESUSC
Atividades que exerce no momento
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Consultor Técnico em Segurança contra Incêndio
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Perito Judicial -TJSC – área de segurança contra incêndio
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Advocacia – OAB-SC 47549
Obras publicadas
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Vida de Bombeiro (volume I volume II) – episódios pitorescos
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Autor da letra do Hino do 5 BPM
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Autor da letra da Canção do Clube dos Oficiais
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Autor da letra do Hino dos Bombeiros Comunitários (em coautoria)
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Participação na 1ª 2ª 3ª e 4ª Antologia da ALMESC
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Segurança contra Incêndio – Teoria Geral
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Arcanjo – A história da aviação do CBMSC (em coautoria)
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A lenda dos Potros – em prosa e verso (aguardando publicação)
Patrono - Cel João Cândido Alves Marinho
Cadeira 9 - T C Edenice da Cruz Fraga
Nome: Edenice da Cruz Fraga - (Poetisa Edenice Fraga)
Filiação: Valmir Fraga e Vilma Pereira Fraga
Data e local de nascimento: 03 de maio de 1967, em Florianópolis
Profissão: Tenente-coronel da Reserva da PMSC, escritora e palestrante.
Formação:
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Graduação no Curso de Formação de Oficiais- UDESC
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Especialização em Atendimento à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco: UDESC
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Especialização em Gestão de Segurança Pública- UNISUL
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Graduanda do Curso de Letras-UFSC
Atividades literárias exercidas
Poetisa, contista, declamadora e palestrante. Diretora artística e roteirista do Espetáculo Cruz e Sousa Canto e Poesia - 2017. Coautora da sinopse do enredo do Grêmio Recreativo e Escola de samba Dascuia, do grupo especial de Florianópolis. Ex-apresentadora do programa literário da Academia de Letras dos Militares Estaduais, Noite das Letras e ex-apresentadora do programa Show da Tarde na NET TV.
Publicações:
Livros:
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Pássaro Sublime – Poemas e Pensamentos (2015)
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Traços de Antonieta- Contos e Poemas (2018)
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Eu conto com um conto:A História do Escravizado no Brasil - contos afros (2019)
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Mulheres da Lua – Poemas e Pensamentos (2021)
Revistas:
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O Clarim (ALMESC)
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UOX (UFSC)
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Revista portuguesa Eisfluências
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Revista portuguesa Fénix
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Site O Pensador
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Revista Cultive
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Site Recanto das Letras
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Revista Italiamiga
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Revista Escritores Contemporâneos
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Site Mensagem on-line, frases.tube
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Site optclean.com.br
CD: Poesias Sambadas- Com Edenice Fraga
Instituições Literárias e Culturais:
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Presidente e membro imortal da Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina (ALMESC);
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Membro de Honra da Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba;
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Membro da Academia Nacional dos Acadêmicos de Ciências, Letras e Artes – ANACLA
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Membro da Academia Desterrense de Literatura – ADELIT
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Membro da Association Cultive – Club International d’Art, Litérature et Solidarité- Suisse
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Membro do Grupo de Poetas Livres de Florianópolis
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Membro do Coletivo Mulheres Artistas( RJ)
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Membro Correspondente do Instituto Histórico e Geogràfico do Maranhão;
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Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil- AJEB/SC
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Membro eleita do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (posse em 09 /12/2022)
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Membro correspondente da Academia de Letras dos Militares Estaduais do Tocantins
Condecorações:
Várias condecorações, entre elas: o diploma e troféu de segunda colocada no concurso literário internacional italiano Isabella Morra; Troféu Destaque da Raça Negra- Instituto Liberdade; Medalha Cruz e Sousa e medalha Francisco Dias Velho pela Prefeitura Municipal de Florianópolis; Medalha Cruz e Sousa, a mais alta honraria da cultura outorgada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, Diploma de Embaixadora da Paz- Federação Para a Paz Universal (UPF); troféu Mulher Destaque Santa Catarina pela Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina; Medalha Albertina Krummel Maciel, pela prefeitura de São José; troféu Sarau Literário Casa das Artes; Diploma de Senadora de Florianópolis pela Confraria Senatus Populesque Florianopolitanus ; Diploma Mulher Virtuosa pela FEBACLA, medalha Acadêmica Altamira Harger pela ALBSC/ Palhoça; Medalha Nelson Mandela pelo Conselho Internacional dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes –CONINTER; Troféu Mais Mulher pela TV UNISUL e Troféu Oscar pela revista Sul Fashion.
Principais Participações em eventos literários:
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Bienal do Livro – São Paulo
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Bienal do Livro de São José
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Feiras do Livro de Florianópolis
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Feira do Livro de Chapecó
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Feira do Livro de Lisboa (virtualmente em função da pandemia)
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Atividades nas escolas e nas Bibliotecas do Estado de SC, SP e DF
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Atividades literárias com o grupo Mãos que Tecem História
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Saraus literários
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Campanhas educativas
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Lives literárias
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Semana da Consciência Negra da Universidade Zumbi dos Palmares - SP
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Espetáculo Alusivo ao Poeta Cruz e Sousa
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Evento Eu Sou Diva em Lisboa- Portugal
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Apresentação na Associação Portuguesa de Poetas- Lisboa
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Apresentação no Mulherio de Cascaes – Portugal
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Feira do Livro de Brasília
Principais Atividades Exercidas durante a carreira militar (1988- 2016):
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Primeira mulher Comandante do Pelotão Feminino de Blumenau
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Primeira escritora de peças teatrais educativas para o teatro de fantoches da PMSC
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Coordenadora do Museu da PMSC
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Instrutora para Cursos de Formação de Praças (Soldados e Sargentos)
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Chefe do Centro de Comunicação Social da PMSC
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Primeira mulher Subcomandante e a responder pelo Comando de um Batalhão na grande Florianópolis
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Diretora do Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires
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Subdiretora de Saúde
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Membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Santa Catarina
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Membro do Conselho Municipal de Entorpecentes de Blumenau
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Membro do Conselho Municipal de Entorpecentes de Florianópolis
Atividades Filantrópicas:
Embaixadora da Paz pela Federação pela Paz Universal – UPF
Membro Fundadora da Associação Filantrópica de Amparo aos Policiais Militares- AFAPOM
Patrono - Cel Zinaldo José Ghisi
Nasceu em 09 de agosto de 1949, em Nova Veneza e faleceu precocemente em 08 de setembro de 2011 em Florianópolis. Na oportunidade, deixou a esposa, a senhora Zelândia Lemos Ghisi, com quem teve dois filhos, Juliano e Cristiano.
O Coronel Ghisi, assim era o seu nome de guerra, foi um Oficial visionário, que já no ano de 1973 demonstrou interesse por uma área até então pouco explorada: a programação de computadores. Este registro faz-se necessário, pois conforme consta no boletim interno do CIPM do ano de 1973, o então 2º Ten Ghisi solicita permissão para participar do curso de programação de computadores na empresa SERVOCATA. Esta iniciativa foi certamente a semente, que mais tarde germinou e frutificou dando origem ao nosso COPOM, atualmente denominado de Central Regional de emergência.
Este oficial que vivia à frente de sua época, ingressou na Polícia Militar no dia 1º de março de 1968 ( BCG nº 062 de 1968) e no ano de 1972, conforme publicado no BCG nº 82 do referido ano, é promovido ao posto de segundo tenente, seu ponto de partida para uma carreira vitoriosa.
O Cel Ghisi durante quase duas décadas executou atividades de ensino, participando na formação e no aperfeiçoamento de Oficiais e exercendo funções de Comando e Chefia; trabalhou na área de comunicações e informática, exercendo inclusive a função de Chefe do Centro de Operações da PMSC; durante 09 anos fez parte do Estado Maior Geral na área de planejamento, assessoria, gestão de informações estratégicas, administrativas e operacionais, além da coordenação de projetos e operações especiais.
No ano de 1996, através da Portaria nº 356/PMSC/96 é nomeado Chefe do Estado Maior da PMSC, pelo então Comandante Geral, Valmir Lemos.
Em 1999 através da Portaria nº 014/PMSC/99 o Cel Ghisi, ainda como Chefe do Estado Maior, encerrou a sua carreira com 30 anos, 10 meses e 17 dias de serviço.
Esta carreira brilhante foi edificada com o conhecimento que buscou em sua vida, iniciado em Nova Veneza no sul do estado de Santa Catarina, sua terra natal. Mais tarde estudou em Turvo-SC, vindo a concluir o ensino médio em Torres- RS.
A sua formação superior inicia-se com o Curso de Formação de Oficiais no ano de 1968. Dez anos mais tarde conclui o curso superior de administração e gerência na ESAG. Em 1982 é o primeiro colocado do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da PMSC e em 1988 conclui o curso superior de Polícia.
O Cel Ghisi especializou-se em administração pública pela UDESC, no ano de 1984 e no ano de 1993 realizou a Especialização em Organização Sistemas e Métodos pela Universidade Federal de Santa Catarina.
Este vasto curriculum e toda experiência profissional acumulada, permitiram ao Cel Ghisi, contribuir sobremaneira com o engrandecimento da nossa briosa Polícia Militar catarinense, inclusive na área esportiva, onde participou com destaque dos XXI Jogos Abertos de Santa Catarina, na modalidade de tiro representando a PMSC.
A Dona Zelândia diante da minha solicitação, para que contribuísse comigo neste texto de minha lavra, que ora vos apresento, e que está na íntegra no livro dos Patronos de 2014, presenteou-me com algumas linhas que faço questão de registrar:
“Essas poucas linhas não são suficientes, para descrever a pessoa íntegra que ele era.
Pessoa prestativa, humilde, paciente, compreensivo, honesto, batalhador e competente. Ótimo esposo e pai.
Viveu para doar-se, esquecendo-se muitas vezes de si próprio.
Amava e respeitava a natureza e os animais, seu passatempo era a pescaria.
Gostava muito de viajar. Tinha uma forte necessidade de servir aos outros, muitas vezes desconsiderando suas próprias necessidades.”
Para ele qualquer um vinha em primeiro lugar.
Sua frase: “A VIDA É PARA SER VIVIDA”
Com essa bela frase do nosso saudoso Cel Ghisi, passo a concluir este texto elogioso, ora apresentado neste sodalício, enfatizando que o nosso homenageado foi um grande destaque na vida dos seus familiares e amigos, que certamente o levarão como exemplo de ser humano, de profissional e de alguém que aprendeu que a vida além de ser vivida, também é um grande palco, onde deixamos as nossas melhores histórias e cenas da grande arte de viver.
Penso que agora no orbe celeste, o nosso homenageado possa estar nos ouvindo e por isso, registro aqui a honra de tê-lo como patrono na cadeira número 09 da ALMESC, bem como, deixo aqui os meus agradecimentos, como se a PMSC, enquanto ser abstrato pudesse falar através de mim, com a estrofe parafraseada do meu poema A Voz da Polícia Militar:
“...Ao nobre Oficial agradeço
A dedicação à missão, o apreço
E amor que transcendeu o dever.
Daqui faço a minha continência
O respeitoso sinal de reverência
A quem já era policial ao Nascer!”
Cadeira 11 - Cel Marcos de Oliveira
Marcos de Oliveira, nascido em 06 de fevereiro de 1964, em Brusque, SC, é filho de Walmor (in memoriam) e Paula de Oliveira, oficial veterano do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), onde trabalhou por 35 anos. Foi Comandante-Geral da Corporação, de agosto de 2012 a janeiro de 2015. Atualmente é Coronel da reserva remunerada, escritor e palestrante. Fez a educação básica no Colégio Cônsul Carlos Renaux, em Brusque. Fez o Curso de Formação de Oficiais (CFO) de 1982 a 1984, em Florianópolis, na Academia de Polícia Militar, da PMSC. Em 1987, fez o Curso de Especialização de Bombeiros para Oficiais, em Florianópolis, SC. Em 1990, casou com Marisol de Oliveira, com quem teve dois filhos: Isabella e João Gabriel de Oliveira. Em 1997, fez o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), em Florianópolis, no Centro de Ensino da Polícia Militar, da PMSC. Em 2009, fez o Curso de Altos Estudos Estratégicos (CAEE), em Florianópolis, no Centro de Ensino do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. Fez pós-graduação em Administração Pública (FURB, Blumenau, 1993); pós-graduação em Administração e Gestão de Defesa Civil (UFSC, Florianópolis, 2005); pósgraduação em Administração Pública com ênfase em Gestão Estratégica de Bombeiros (UNISUL, Florianópolis, 2009); e mestrado em Engenharia Civil (UFSC, Florianópolis, 2007). É escritor com oito obras publicadas. É também membro efetivo da Academia de Letras dos Militares Estaduais do Brasil e do Distrito Federal (ALMEBRAS), onde ocupa a cadeira 05, que tem como Patrono, o Cel Carlos Wenceslau Pacheco.
Patrono - Cel Ruy Stockler de Souza
O Coronel PM RR Ruy Stockler de Souza é o patrono da cadeira de número 11, da Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina, a qual tenho o prazer e orgulho de ocupar na qualidade de membro fundador.
O Cel Ruy foi Oficial da Força Pública e da Polícia Militar, Delegado Especial de Polícia, Prefeito e Comandante Interino da Força Pública por duas vezes.
Nascido em 04 de dezembro de 1911, casou-se com Ondina Teixeira de Souza, em 26 de fevereiro de 1930. Pai de três filhos, Hugo, Fernando e João Júlio. Ingressou por concurso na Força Pública, no posto de 2º Tenente, em 20 de janeiro de 1932. Participou da Revolução Constitucionalista, empunhando armas na frente sul de São Paulo, de julho à setembro de 32, período em que atuou em defesa da legalidade na Batalha de Buri e outros tantos combates sangrentos.
Durante sua carreira na Força Pública e na Polícia Militar foi promovido, pelo critério de merecimento, ao posto de 1º Tenente da Força Pública, em 17 de fevereiro de 1938. Depois foi promovido, também por merecimento, ao posto de Capitão da Polícia Militar, em 27 de fevereiro de 1948. Em seguida, foi promovido por antiguidade ao posto de Major da Polícia Militar, em 02 de agosto de 1954; e promovido por antiguidade ao posto de Tenente Coronel da Polícia Militar, em 24 de fevereiro de 1956. Em 04 de setembro de 1979, acabou reformado “ex-offício” no posto de coronel da reserva remunerada da Polícia Militar.
Em relação a sua vida social, evidencia-se que o Cel Ruy não foi um boêmio, como certos patrícios desavisados o julgavam. Ele, como todo bom brasileiro, caracterizava-se mais como um homem alegre, viril e muito sociável. Como sócio que era, de quase todos os clubes sociais da Capital, frequentava-os nas festas solenes, envergando vistoso fardamento da gala. Destacava-se também em competições esportivas, onde igualmente apresentava-se impecavelmente uniformizado, como aqueles que com ele tiveram o privilégio de conviver, fazem questão de relatar.
Durante a pesquisa para a elaboração do presente discurso, escutei do confrade e decano de nossa Academia, o Cel PM RNR Edmundo José de Bastos Júnior, que conviveu com o Cel Ruy, que o mesmo gostava de intitular-se como um “lasqueado”, expressão que no regionalismo gaúcho é normalmente traduzida como alguém que gosta de exibir-se. Não sei se era o caso, mas sem dúvida, o Cel Ruy era uma pessoa notável por sua personalidade extrovertida e animada que contagiava as noitadas litero-musicais, que ocorriam à época na Associação Atlética Barriga Verde nas décadas de 40 e 50, e acabaram dando vida e fama ao Clube.
Na carreira militar, participou do Curso de Instrutor de Educação Física, treinamento este realizado na famosa Escola de Educação Física do Exército Brasileiro, situado no Forte de São João, na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1938. Após a conclusão do curso e seu retorno à Santa Catarina, dedicou com esmerado capricho no esporte de esgrima, sendo o responsável pela introdução dessa modalidade esportiva na Polícia
Militar.
Além de um homem social e atlético, destacou-se também como notável gestor. Foi Prefeito de Orleans nos anos de 1935 e 1936, onde demonstrou bom desempenho burocrático. Depois, na qualidade de Prefeito de Araranguá, de 1941 à 1945, cuidou com grande dedicação da praça central do município, ornamentando as árvores locais com magníficos exemplares de orquidáceas, e, sob a sombra restauradora das mesmas árvores, inaugurou uma bem organizada biblioteca, além de ter mandado alinhar corretamente todas as ruas, bem como, procedeu outros melhoramentos necessários ao desenvolvimento do município.
No ano de 1933, exerceu o cargo de Delegado Especial de Polícia, nos municípios de Chapecó e Porto União. No ano de 1934, exerceu o cargo de Delegado Especial, nos municípios de Cruzeiro, Lages e Porto União. Também atuou como Delegado Especial de Polícia, no município de Orleans, em 1935, e no município de Jaraguá, em 1937 e 1938. Atuou ainda como Delegado Especial de Polícia, nos municípios de Urussanga, em 1950 e em Jaguaruna, em 1952.
Já na administração militar, destaca-se sua atuação na organização do museu que, originalmente, fora instalado na já extinta Delegacia da Ordem Pública Social. Graças a sua dedicação e empenho, tudo que existia no museu, como as panóplias artisticamente preparadas, as armas curtas, as espadas, entre outros, estavam devidamente classificadas, cuja escrituração, pela sua clareza, eram de fácil consulta. Anos depois, já na reserva remunerada, enquanto exercia o cargo de Diretor Administrativo no Governo Celso Ramos, idealizou a transferência da sede do museu, haja vista a delapidação e desfalque constante de seu acervo, para o Forte de Santana do Estreiro, cuja consolidação só acabou ocorrendo de fato, no comando do Coronel PM Sidnei Carlos Pacheco.
Destacam-se como importante funções assumidas na carreira militar: o comando do Corpo de Bombeiros da PMSC ainda como Tenente e o comando da 2ª Companhia do Batalhão de Infantaria da Polícia Militar (1949). Em 1951, Ruy foi classificado na função de Comandante da 1ª Companhia Isolada da Polícia Militar. Em 1953, foi classificado na função de Comandante da 1ª Companhia do Batalhão de Infantaria da Polícia Militar. Em 1954, comandou o Batalhão de Infantaria da Polícia Militar. Assumiu com o Chefe do Estado-Maior da Polícia Militar, em 29 de fevereiro de 1956. Sendo reformado “exofficio” como Coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar, em 04 de setembro de 1979.
Durante todo este período, o Cel Ruy foi sempre um ferrenho defensor da hierarquia e da disciplina. Conta-se que em certa ocasião, quando um grupo de Oficiais, chefiados pelo próprio Comandante-Geral, cumpria programação de visita de cortesia ao comando e oficialidade do 23 RI, sediado em Blumenau, dois jovens Oficiais, provavelmente, aperreados em consequência de uma noitada em boate, esqueceram o horário previamente agendado. O Ruy, na qualidade de Chefe do Estado-Maior à época, ficou angustiado e segredou ao comandante: “vou punir esses mocinhos para que eles aprendam a ser mais responsáveis”. E puniu mesmo. Não obstante um deles ser seu próprio filho.
Para finalizar esta resenha, creio que vale a pena incluirmos ainda o marcante episódio vivenciado por Ruy, o qual passou a ser conhecido como o “Protesto dos 13”. Conta-se que em 1954, o Governador do Estado anulou o ato de exclusão de um Sargento da Polícia Militar, que havia sido excluído por se tratar de mau elemento. Indigno, portanto, de envergar a farda da gloriosa milícia catarinense. A anulação da exclusão provocou protestos por parte do então, Capitão Ruy Stockler de Souza, que, indignado, protestou veementemente através da imprensa, sendo acompanhado por outros doze Oficiais. O protesto provocou a prisão do autor, e a punição dos demais Oficiais. Tal fato acabou tomando grande repercussão, ultrapassando o ambiente do quartel, reverberando, inclusive, na Assembleia Legislativa, com críticas contumazes contra o Governador pelo ato de anulação.
Cadeira 12 - T C Francisco de Assis Vitovski
Nascido em 24 de dezembro de 1948, ingressou na PMSC como Aluno Oficial do Curso de Formação de Oficiais em 01 de março de 1966.
Foi declarado Aspirante Oficial em 12 de dezembro de 1969.
Seguiu a carreira de Oficial até atingir o posto de Tenente Coronel, transferindo-se para a Reserva Remunerada em 01 de junho de 1994.
Serviu metade de sua carreira como Policial Militar e outra metade como Bombeiro Militar, comandando unidades de ambas as instituições em várias cidades catarinenses.
Paralelamente, atuou e continua atuando na área cultural, tendo editado três livros na forma física em papel, sendo eles:
MEIO AMBIENT E SEGURANÇAPÚBLICA – criação da Polícia Ambiental;
LEGIÃO DOS INCONFORMADOS – a saga de seguidores da Coluna Prestes;
FLOR DE LIZ – a vida de uma família “Sem Terra”
e um na forma virtual:
EU E O CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SC – memórias de um bombeiro militar.
Além destes, tem participação com poesias em várias coletâneas brasileiras.
É autor da letra da Canção do Bombeiro Militar Catarinense:
É membro da ACADEMIA DE LETRAS DOS MILITARES ESTADUAIS DE SC onde ocupa a cadeira 12, cujo patrono é o Ten Cel PMSC Januário de Assiss Côrte e da ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL – Seccional Canoinhas-SC, onde ocupa a cadeira 10, cujo patrono é o médico Oswaldo Segundo de Oliveira.
Patrono - T C Januário de Assis Corte
O TENENTE CORONEL JANUÁRIO DE ASSIS CORTE nasceu em 21 de maio de 1865 no estado de Sergipe. Ingressou na Polícia Militar de Santa Catarina, que na época se chamava "Corpo de Segurança", em 02 de junho de 1894.
Durante o período em que esteve na ativa, chegou a exercer o Comando geral da Corporação e se destacou por sua intensa atuação na Guerra do Contestado, conflito armado que assolou o Estado no início do século XX, tendo como teatro de operações a região norte do Estado – Planalto Norte Catarinense – onde está a cidade de Canoinhas.
Por várias vezes, travou combate com os revoltosos fanáticos, onde se destacou pela calma, coragem e liderança de seus subordinados na linha de fogo.
Sua capacidade em solucionar problemas e conflitos, sobretudo como mediador, não apenas na área bélica mas também administrativa e a confiança que nele depositava o governador Felipe Schmidt, faziam-no percorrer o Estado de SC do norte, com a fixação das divisas com o Estado do Paraná (período do Contestado) ao sul, com as incursões farroupilhas, assim como ao extremo oeste, divisa com a Argentina, face às incursões Missioneiras.
Foi Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina entre 28/10/1907 a 19/06/1910.
Faleceu em 24 de março de 1926, e se encontra sepultado em Canoinhas-SC.
Cadeira 13 - Cel Marlon Jorge Teza
É Coronel da Polícia Militar. natural de Taió /SC, formado pela Academia de Polícia Militar da Trindade – APMT, em 1980,
Também graduado em Estudos Sociais e Direito UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí. Possui especialização na Escola de Governo – UDESC- Universidade do Estado de Santa Catarina/1998 - Florianópolis-SC e em Gestão da Segurança Pública pela ULBRA - Universidade Luterana do Brasil/2004 - Porto Alegre - RS. Além disso, possui o Curso de Gestão em Segurança Pública pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro em 2005.
Possui vários cursos na área militar e policial militar, com destaque para o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais – CAO/1994, Curso de Logística, Mobilização, Políticas e Estratégias na Escola Superior de Guerra- ESG/1997 no Rio de Janeiro, Curso Superior de Polícia Militar na Academia de Polícia Militar da Brigada Militar/RS- 2004.
Sua atuação de docência envolve cursos de pós-graduação da UNISUL, e graduação na UNIVALI, Curso Superior de Polícia Militar, Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais e Curso de Formação de Oficiais, todos no Centro de Ensino da PMSC na ultima década.
Sua trajetória profissional compreende o Comando de diversas OPM operacionais e estratégicas na PMSC, além, de Diretor de Segurança Cidadã da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina e Conselheiro Titular do Conselho Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça – CONASP.
Presidente da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares – FENEME e membro da Academia Militar de Letras de Santa Catarina
Possui condecorações de 10, 20, 30 anos de efetivos serviços prestados á Polícia\ Militar, medalha Tiradentes de mérito intelectual pela primeira colocação no CSPM da BMRS, medalhas de diversas PM e outras Instituições civis e militares do país totalizando 47 condecorações.
Dentre vária obras técnicas destaca-se o seu BLOG particular e os livro TEMAS DE POLÍCIA MILITAR lançado em 2011 que já encontra-se na segunda edição, e o Livro Modelos mundiais comparados de polícia.
Patrono - Cel Mário Fernandes Guedes
Nasceu em 12 de maio de 1912, em Florianópolis-SC
Filho de Manoel Fernandes Guedes e de Maria do Carmo Guedes.
Casado com Dona Enoé Guedes.
Incluiu na Polícia Militar de Santa Catarina em 02 de julho de 1932.
Sua carreira na Instituição foi exitosa tendo a seguinte progressão:
Em 04 de julho de 1932, foi promovido a 2º Tenente.
Em 16 de setembro de 1938, foi promovido a 1º Tenente.
Em 17 de setembro de 1945, foi promovido a Capitão.
Em 07 de janeiro de 1951, foi promovido a Major.
Em 19 de janeiro de 1955, foi promovido a Tenente Coronel.
Em 17 de fevereiro de 1956, foi promovido a Coronel da Policia Militar de Santa Catarina.
- Foi Prefeito em comissão nos municípios de Caçador, Balneário Camboriu, Mafra e Porto União.
- Também foi Delegado especial nos Municípios de Cruzeiro (Caçador), Porto União, Herval D’Oeste e Lages.
- Em Porto União, exerceu o cargo de prefeito de 01 de março de 1943 a 17 de outubro de 1945, nomeado pelo Governo do Estado.
- Segundo registros em sua administração, Mário Fernandes Guedes não poupou esforços para o progresso do Município. Entre muitas de suas obras, destacam-se a abertura de ruas, bem como a pavimentação de algumas, além das obras do Estádio Municipal.
- Ainda, como militar, foi comandante do Corpo de Bombeiros, Chefe da Casa Militar do Governo do Estado, Chefe do Estado Maior da Policia Militar de Santa Catarina.
- Em 11 de fevereiro de 1956 foi nomeado Comandante Geral da Policia Militar de Santa Catarina, cargo que ocupou por três anos até 18 de fevereiro de 1959.
- No Comando Coronel Mario Fernandes Guedes, em 1958, o centro de formação da Polícia Militar de Santa Catarina foi reativado de maneira permanente transferindo-se para o bairro trindade onde está até os dias atuais. Na época o Sub-Distrito da Trindade em Florianópolis (chamado de invernadinha) possuía um terreno pertencente a PMSC, servia inicialmente de pasto para os animais da cavalaria durante o inverno onde foi instalado o referido Centro de Formação o qual deu origem ao atual Centro de Ensino da Polícia Militar.
- Consta em vários registros que o Coronel Guedes era um militar extremamente culto e sempre muito atualizado nas questões políticas. Dentre esua habilidades é de ser destacado o completo domínio da língua francesa, pois falava e escrevia com fluência a mesma língua.
- Recebeu o Título de Cidadão Honorário de Porto União em 1970 pelos relevantes serviços prestados ao município durante seu mandato de prefeito
- O Coronel Guedes foi homenageado emprestando no seu nome ao 7º Batalhão de Polícia Militar de São José –SC
- Faleceu em 20 de julho de 1988, em Florianópolis – SC.
Cadeira 14 - Cel Giovani de Paula
Acadêmico e escritor, nascido em 28/05/1963 em Joinville – SC, o Coronel Giovani de Paula é Veterano da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina.
Premiações:
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Medalha Alferes Tiradentes, gratificação concedida pela primeira colocação no curso de formação de Oficiais (1986)
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Medalha(s) de “Mérito por Tempo de Serviço” .
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Medalha/Honra ao Mérito de ex-Comandante da Academia da Polícia Militar de Santa Catarina.
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Medalha comemorativa dos 80 anos do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (2007)
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Medalha Mérito de Aviação da PMSC. (2023)
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Medalha do Pacificador. Exército Brasileiro. Concedida pelo Comandante do EB. Brasília- DF (2017).
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Diploma de Honra ao Mérito em reconhecimento aos serviços prestados à Polícia Militar de Santa Catarina no período de 27 jun 1983 a 11 ago 2012.
Atividades na Área Cultural:
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Cadeira 14 na Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina.
Obras Publicadas e Participações Literárias:
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PAULA, G. Segurança de Vôo. Trabalho de conclusão de Curso no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais/Especialização em Segurança Pública. (2000)
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Paula. Giovani; ÁVILA, Gustavo Noronha de. Direito Penal II: Livro Did´patico. Palhoça: Unisulvirtual, 2011. ISBN: 978857817858.
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PAULA, G.; ROVER, A. J. . DIREITOS sociais, políticas públicas e seguridade e Direito agrário e ambiental. 1. ed. Florianópolis: LEFIS, 2019. v. 1. 420p.
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PAULA, G.; MARTENDAL, A. (Org.) . Aviação: direito e gestão. 1. ed. Palhoça - SC: UNISULVIRTUAL, 2018. v. 250. 182p.
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DE PAULA, Giovani (Org.) ; FARAH, C. A. G. (Org.) ; SANTOS, P. M. (Org.) ; SILVEIRA, José Luiz (Org.) ; PAULA, G. (Org.) . Sociedade, Segurança e Cidadania. 1. ed. Palhoça: UNISULVIRTUAL, 2017. v. 01. 189p.
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TRUPPEL, J. O. ; PAULA, G. . Paz no Trânsito. 1. ed. Palhoça: UnisulVirtual, 2017. v. 150. 229p.
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PAULA, G.; DIAS, A. J. . Engenharia do Conhecimento e da Informação Aplicada à Atividade de Segurança. 1. ed. Palhoça: UnisulVirtual, 2011. v. 50. 116p .
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PAULA, G.; CARDOSO, L. A. . Inteligência : estratégia de defesa civil. 1. ed. Palhoça: UNISULVIRTUAL, 2011. v. 1. 145p.
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PAULA, G.. Direito Penal. 1. ed. Palhoça: Unisulvirtual, 2009. v. 1. 164p.
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PAULA, G.; SUSTENEI, O. ; Silva, Edson Rosa Gomes . Inteligência - Estratégia de Segurança Pública. 1. ed. Palhoça: UnisulVirtual, 2009. v. 1. 168p.
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PAULA, G.; BALLOCK, Lauro José . Política Criminal, Criminologia, Direito e Execução Penal.. 1. ed. Palhoça: UNISUL VIRTUAL, 2007. v. 1. 236p.
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PAULA, G.; SILVEIRA, Darlene . Direitos da criança e do adolescente: prevenção da violência e da exclusão social: livro didático.. 1. ed. Palhoça - SC: UnisulVirtual, 2006. v. 1.
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PAULA, G.. Prevenção e repressão à criminalidade urbana e rural. In: Gestão da Prevenção e Repressão à Violência. Livro didático.. 1. ed. Palhoça - SC: UnisulVirtual, 2006. v. 1.
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PAULA, G.; HARMS, M. A. . A Gestão das Competências e o Desenvolvimento Organizacional Frente ao Paradigma da pós modernidade. In: Juliana Lapolli; Edis Mafra Lapolli. (Org.). Gestão de Pessoas na Atualidade: investindo no Capital Humano. 1ed.Florianópolis: PANDION, 2011, v. 1, p. 83-95. 2.
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PAULA, G.. Sistema de Justiça Criminal e Violência. In: Aldo Antonio dos Santos Junior; José Carlos Müller Filho; Maiara Pires Santos; Silvia Dos Santos Fernandes; Victoria Regina dos Santos. (Org.). Segurança & Sociedade. 01ed.Florianópolis: IOESC, 2010, v. 1, p. 07-24.
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PAULA, G.. Alternativas Pedagógicas para o Ensino Jurídico. In: Thais Luzia Colaço. (Org.). Aprendendo a ensinar direito o direito. 1ed.Florianópolis: OAB/SC, 2006, v. 1, p. 212-237.
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PAULA, G.. Crise no sistema penitenciário. Jornal "A Notícia" - Seção Opinião, Florianópolis - SC, p. 2 - 2, 16 maio 2006.
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PAULA, Giovani; LUIZ, Fernando José; SANTOS, Joanir Ricardo Pereira dos. Segurança nos Estabelecimentos Penais: Livro Didático. Palhoça: Unisulvirtual, 2012. ISBN: 978858174286
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PAULA, G.; ROVER, A. J. . Atividade de inteligência de segurança pública: um modelo de conhecimento aplicável aos processos decisórios para a prevenção e segurança no trânsito. In: VIII ENCONTRO INTERNACIONAL DO CONPEDI, 2018, Zaragosa, Espanha, CONPEDI, 2018.
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SANTOS, P. M. ; PAULA, G. ; ROVER, A. J. . O Uso de sistemas de informação e conhecimento nas atividades de Inteligência do Estado: Um olhar sob a perspectiva da Segurança Pública. In: 40 JAIIO, 2011, Córdoba. 40 Jornadas Argentinas de Informática. Córdoba: Fac. REg. Córdoba, 2011.
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PAULA, G.. Violência e Controle da Criminalidade. In: II Seminário de Psicologia Jurídica, 2005, Florianópolis.Florianópolis - SC: UFSC, 2005.
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PAULA, G.. A importância da leitura na educação infantil e séries iniciais como instrumento de informação, aprendizagem e lazer. In: pedagogia 2003, 2003, Havana / Cuba. Pedagogia 2003. Pedagogia 2003. Encuentro por la unidad de los educadores., 2003.
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PAULA, G.. Criminologia e Segurança Pública. Palhoça: UNISULVIRTUAL, 2009 (Material Didático).
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SILVEIRA, José Luiz ; SILVEIRA, Francisco Luiz Gonçalves ; PAULA, G. . Paz, um direito do cidadão e o direito humano à paz. 2008.
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PAULA, G. O ensino de Criminologia na formação do policial e sua vinculação teórica ao contexto do eficientismo penal. 2006.
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PAULA, Giovani de; CARDOSO, Luiz Antônio. Análise e gestão de riscos: Livro Didático. Palhoça: Unisulvirtual, 2014. ISBN 9788578177126
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PAULA, Giovani de; PAULA, Gislaine de. Teoria do Direito: Livro Didático. Palhoça: Unisulvirtual, 2015.
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PAULA, Giovani de. Legislação aplicada à Aviação: administrativo, civil, penal e trabalho: Livro Didático. Palhoça: UnisulVirtual, 2016. ISB: 9788578179823
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PAULA, G. ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA: um modelo de conhecimento aplicável aos processos decisórios para a Prevenção e Segurança no Trânsito. Tese. Orientador Aires José Rover; Co-orientador João Artur de Souza. Florianópolis, SC: 2013. 293 p.
Obras no Prelo (em revisão e vias de publicação):
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O Encanto das Letras: ressignificando concepções pela arte e cultura/em busca da felicidade perdida ! (Previsão out 2024)
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O encanto da Noite das Letras ! (Previsão: agosto 2024)
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Formação em Segurança Pública: superando paradigmas ! (Dezembro 2024)
Outras Atividades realizadas:
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Instrutor e Professor de Cursos Profissionalizantes, Superiores e de Pós graduação na PMSC.
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Coordenador de Curso de Pós graduação em Direito na UNISUL.
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Coordenador de Curso de Ciências Aeronáuticas na Faculdade de Tecnologia AEROTD.
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Docente na Secretaria Nacional de Segurança Pública – Curso Nacional de Promotor de Polícia Comunitária – 2008.
Patrono - Cel Theseu Domingues Muniz
Nasceu em Paranaguá, Paraná, em 12 de fevereiro de 1919. Aos 12 anos, mudou-se com a família para o Rio de janeiro, onde seu pai, Themístocles Ferreira Muniz, oficial da Marinha de Guerra, fazia curso de aperfeiçoamento. Com a designação do tenente Themístocles para servir na Escola de Aprendizes Marinheiros de Santa Catarina, a família transferiu-se para Florianópolis. Criado dentro de rígidos princípios de disciplina militar que o pai imprimia no seio da própria família, ingressou, aos 15 anos, na Escola de Aprendizes Marinheiros, na esperança de cursar, posteriormente, a Escola Naval, na qual a Marinha oferecia duas vagas aos dois primeiros colocados entre os aprendizes de suas escolas no país. Chegou ao posto de primeiro sargento aprendiz, comandante da primeira divisão de alunos da Escola, e, ao fim do curso, recebeu a medalha Marcílio Dias, por sua classificação em primeiro lugar. Um problema de visão, detectado em rigorosos exames, frustrou seu objetivo de ingressar na Escola Naval. Como aprendiz marinheiro, participou, com um grupo de atletas da Escola de Aprendizes, das festividades do Centenário da então Força Pública (maio de 1935) como se pode ver de fotografia entre as páginas 148 e 149 do álbum comemorativo, na qual aparece em primeiro plano. Anos depois, em 1º de abril de 1937, a conselho de um amigo, ingressou na atual Polícia Militar, como “soldado pronto”. Em 1º de janeiro de 1938, aprovado no curso respectivo, foi promovido a 3º sargento. Em seguida, viajou para o Rio de Janeiro, para fazer o curso de oficial na antiga Polícia Militar do Distrito Federal. Após quatro anos de curso, foi promovido a 2º tenente, em 19 de janeiro de 1942. Em 27 de fevereiro de 1948, recebeu os galões de 1ª tenente, e, em 5 de novembro de 1952, o de capitão.
Constam em seu currículo também a seguinte formação:
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Instrutor de Educação Física na Escola de Educação Física da Força Pública de São Paulo (1951)
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Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, em 1957.
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Bacharel em Direito pela UFSC (turma de 1973).
Foi promovido a major em 4 de março de 1957, transferindo-se para a reserva remunerada em 27 de julho do mesmo ano, no posto de tenente-coronel. Passados 04 (quatro) anos, em 28 de fevereiro de 1961 foi convocado para o serviço ativo, recebendo a incumbência de instalar e dirigir uma escola de educação física na Corporação. Conseguiu instalar a Escola e formar a primeira turma de “regentes de educação física”, para o magistério estadual, passando novamente à reserva no dia 27 de setembro de 1962, no posto de Coronel, a que havia sido promovido em 18 de julho do mesmo ano. Seu espírito público e cívico permeou sua trajetória de vida, tanto que mesmo na reserva, foi nomeado no ano de 1964 Delegado de furtos, roubos e defraudações, acumulando a seguir a delegacia de costumes e de menores. Galgou as funções de Diretor de Polícia Civil, o primeiro Diretor de Polícia Civil do Estado de Santa Catarina e de Corregedor Policial. A partir do ano de 1973, após formado em Direito pela UFSC, colaborou por vários anos na preparação de novos oficiais da PMSC, lecionando as disciplinas de Introdução à Ciência do Direito na Academia de Polícia Militar, atuando também como professor de xadrez.
Era assim que o nosso querido e saudoso Professor e Coronel da Reserva Remunerada Theseu Domingues Muniz iniciava suas aulas de introdução ao estudo do direito na Academia da Polícia Militar onde lecionou por mais de 40 anos, encerrando seu ciclo como professor e instrutor no CEPM no ano de 1991. O Coronel Theseu é um dos notáveis decanos da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, atuou cumulativamente com as funções de comando que exercia na Polícia Militar como Delegado de Polícia em diversos municípios do Estado. Era um amante do esporte, tendo na juventude se dedicado ao atletismo, xadrez e esgrima. Faleceu em 16 de outubro de 2007 deixando um significativo legado pessoal, profissional e institucional. Publicou um livro com suas memórias, intitulado "Em defesa da honra e da dignidade", no ano de 1999 sob influência e motivação do seu amigo Cel RR PMSC Edmundo José de Bastos Júnior, o qual registra com detalhes algumas memórias de sua trajetória profissional, seus enfrentamentos, êxitos e contingências, as vicissitudes de sua dinâmica e brilhante carreira, valendo também como precioso memorial institucional da corporação, captando além de um banco de história oral traduzida no escrito, transcrição de acervo documental e de jornais da época.
Cadeira 15 - Cel Onir Mocellin
Nascido em 15 de Maio de 1963, em São Miguel do Oeste, SC, o coronel Onir Mocellin é Veterano do Corpo de Bombeiros Militar Catarinense. Foi Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, entre os anos de 2015 e 2018 e Deputado Estadual entre os anos de 2019 e 2022. Foi pioneiro na formação de Guarda-vidas Civis em SC, Criador do Projeto Golfinho e responsável pela indenização dos bombeiros comunitários. É mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental pela Universidade do Vale do Itajaí (2006), possui Especialização em Segurança Pública pela Universidade do Sul (2001) e Especialização em Administração Pública pela Universidade do Sul (2008).
Premiações
- Medalha Anita Guilhon;
- Medalhas por tempo de efetivo serviço categoria bronze, prata e ouro;
- Brasão de Mérito pessoal 1ª, 2ª e 3ª categoria;
- Medalha de Salvamento Aquático - SOBRASA;
- Medalha Hugo Stockler de Souza;
- Medalha Pernambucana de Mérito Militar;
- Medalha Centenário do Bombeiro Militar de Paraíba;
- Diploma Colaborador Emérito do Exército Brasileiro;
- Diploma de Membro Honorário da Força Aérea Brasileira;
- Medalha Defesa Civil Nacional;
- Medalha Mérito da Aviação;
- Medalha de Mérito CNCG;
- Medalha do Mérito Dom Pedro II do Corpo de Bombeiros Militar de SC;
- Medalha do Mérito Dom Pedro II do Corpo de Bombeiros Militar de Minhas Gerais;
- Medalha do Mérito Dom Pedro II do Corpo de Bombeiros Militar de Brasília;
- Medalha do Mérito Dom Pedro II do Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul;
- Medalha do Mérito Dom Pedro II do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia;
- Comenda Barriga Verde da Polícia Militar de SC.
Atividades na área cultural:
- Cadeira 15 da ALMESC, Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina.
Obras publicadas
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Beach Safety Management on the Coast of Santa Catarina, Brazil. Zeitschrift für Geomorphologie. Supplementband, v. 141, p. 47-58, 2005.
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Análise da Varianção na Densidade das Correntes de Retorno e o Clima de Ondas. In: XII Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar - XII COLACMAR, 2007, Florianópolis. XII COLACMAR - Livro de Resumos, 2007. p. 443-443.
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Determinação do Nível de Risco Público ao Banho de Mar das Praias Arenosas do Litoral Centro Norte de Santa Catarina. In: XII Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar - XII COLCAMAR, 2007, Florianópolis. XII COLCAMAR - Livro de Resumos, 2007. p. 445-445.
Patrono - Cel Hugo Stockler de Souza
O Coronel Carlos Hugo Stockler de Souza nasceu em 21 de janeiro de 1931, em Guarapuava, PR. Ingressou na Polícia Militar de Santa Catarina em 1947, chegando ao posto de 2º Tenente em 1949. Ao longo de sua carreira militar, destacou-se no comando das companhias isoladas de Canoinhas, Joaçaba, Curitibanos e do Batalhão de Chapecó. No início da década de 1960, comandou o Corpo de Bombeiros Militar, período em que criou a polícia de praia e o serviço de salvamento marítimo no estado. Ele formou os primeiros salva-vidas de Santa Catarina, que passaram a atuar na Praia Central de Balneário Camboriú em 1962, dando origem ao serviço de salvamento aquático no estado.
Em reconhecimento à sua destacada atuação nessa área, foi criado o Decreto Nº 1.279, de 28 de novembro de 2012, que instituiu a Medalha Coronel Carlos Hugo Stockler de Souza, comemorativa do cinquentenário do Serviço de Salvamento Aquático do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
Além disso, foi delegado em Tubarão, Chefe da Casa Militar no governo Celso Ramos, Chefe do Estado-Maior da PM e Comandante-Geral Interino. Era considerado um exímio esgrimista, participando de vários campeonatos de esgrima. Também criou a primeira prova hípica do estado. Entre seus feitos notáveis, destaca-se a travessia do estado a cavalo, numa jornada de 1220 km, a criação da Primeira Regata Volta à Ilha de Baleeira e a Primeira Regata de Oceano Volta à Ilha, e a travessia a nado da Baía Sul (Miramar-Coqueiros Praia Clube), um grande feito para a época. Foi também um pioneiro da caça submarina no estado.
Foi para a reserva remunerada em 1976, no posto de Coronel, e escreveu os livros “Dos Laços Húngaros às Estrelas” e “O Homem da Ilha: e os Pioneiros da Caça Submarina”. Pai de dois filhos, faleceu no dia 4 de fevereiro de 2012, em Itajaí, aos 81 anos de idade.
Cadeira 17 - Cel Milton Antônio Lazzaris
O Coronel PMSC RR Milton Antônio Lazzaris nasceu em 18 de maio de 1947, em Siderópolis, Sul de Santa Catarina. Casado com Ana Maria Vieira Lazzaris, é pai de três filhos – Milton Júnior, Milana Cristina e Marcelo. Ingressou na Polícia Militar de Santa Catarina em 03 de março de 1969. Declarado Aspirante a Oficial em 15 de dezembro de 1972. Promovido a 2º Tenente em 11 de novembro de 1973; a 1º Tenente em 31 de janeiro de 1976; a Capitão em 19 de novembro de 1980; a Major em 31 de janeiro de 1987; a Tenente-Coronel em 31 de janeiro de 1994 e a Coronel, em 05 de maio de 1997. Exerceu na Polícia Militar do Estado de Santa Catarina as funções de Chefe do Estado Maior-Geral de 22 de agosto de 2002 a 20 de dezembro de 2002.
Foi o Oficial que, por mais tempo, permaneceu na função de Comandante do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, sendo reconhecido como principal protagonista do processo histórico de emancipação do atual Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. Desde 2003, encontra-se na Reserva Remunerada, vivendo a boa vida, sem descuidar-se do convívio fraterno e produtivo, vendo as sementes frutificarem e as colheitas cada ano mais produtivas e abundantes.
Seu primeiro trabalho publicado em setembro de 2019, intitula-se “Emancipação: Imperativo técnico”. Nesta obra está a história da campanha da desvinculação do Corpo de Bombeiros Militar da estrutura da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, que perdurou de 29 de maio de 2001 a 13 de junho de 2003, com a promulgação da PEC 33.
OBRAS PUBLICADAS:
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“EMANCIPAÇÃO, IMPERATIVO TÉCNICO” publicado em setembro de 2019, pela gráfica e editora Copiart Ltda de Tubarão. 576 páginas; ISBN97-65-901344-0-0.
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“ADOÇÂO DO 1º ESTANDARTE DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA”; 5ª Antologia da Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina – ALMESC, organizada por Roberto Rodrigues de Menezes; 1ª Ed – Florianópolis: em 2022. Papa-Livro, 2022; ISBN 978-65-5694-013-7.
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“CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE CRICIÚMA - (1972-2022) - 50 anos dedicados a salvar vidas”, lançado em outubro de 2022, pela gráfica e editora Copiart Ltda de Tubarão. 512 páginas; ISBN97-978-65-00-53862-5.
-
“CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE TUBARÂO - (1973-2023) - 50 anos dedicados a salvar vidas”, lançado em 31 de março de 2023, pela gráfica e editora Copiart Ltda de Tubarão. 448 páginas; ISBN 978-65-00-64799-0.
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“CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE RIO DO SUL - (1973-2023) - 50 anos dedicados a salvar vidas”, lançado em 31 de março de 2024 pela gráfica e editora Coan Ltda de Tubarão. 488 páginas; ISBN 978-65-00-92370-4.
Patrono - T C Demerval Aureliano De Almeida Cordeiro
Demerval Aureliano de Almeida Cordeiro, nasceu em Florianópolis, em 16 de junho de 1906. Foi o segundo filho de Cândida d’Almeida Cordeiro e de Manoel Antônio Cordeiro. Ela do lar e ele barbeiro. Demerval, tinha uma irmã mais velha, nascida em 12 de agosto de 1904, de nome Maria Clara Cordeiro. Outros dois irmãos, a menina Celeste Alexandrina, nascida em 26 de novembro de 1907, viveu apenas 17 dias e o menino Rubens, nascido em janeiro de 1909 e faleceu 19 dias depois.
Com 19 (dezenove) anos, em 1º de setembro de 1925, apoiado pelo então capitão Trogilo Mello, homem da confiança do governador Hercílio Luz, sentou praça na então Força Pública de Santa Catarina.
Em apenas dois anos de caserna, galgou as graduações de 3º, 2º e 1º sargento. Em 03 de janeiro de 1927, a Diretoria de Interior e Justiça, em ofício nº 18, remeteu o título de sargento-ajudante[1] da Força Pública, do então 1º sargento Demerval Cordeiro ao comandante-geral da corporação. (O Miliciano, nº 04, de 28/12/1927, pág 4/8). [2]
Em dezembro de 1927, segundo o periódico “O Miliciano” nº 04, na página 04, Demerval Cordeiro, como aluno da Escola Marechal Guilherme, uma instituição escolar dentro da Força Pública, foi aprovado, com distinção, no 3º grau, juntamente com os colegas sargentos: Antônio de Lara Ribas e Manoel Vicente de Souza.
Foram seus companheiros de curso os 1º tenentes João Elói Mendes e Duarte Pedra Pires, ambos, mais tarde, comandantes-gerais da Polícia Militar catarinense. Pelos seus desempenhos durante o curso, foram os três oficiais elogiados pelo então comandante-geral, tenente-coronel Heitor Lopes Caminha, (20/11/1930 a 26/11/1932). (BCG nº 290, de 30/12/1930).
Pela Resolução nº 6.635, de 16 de janeiro de 1931, no governo do interventor federal no Estado de Santa Catarina, general Ptolomeu de Assis Brasil, (25/10/1930 a 26/10/1932), foi promovido por merecimento, ao posto de 1º tenente da Foça Pública.
Nos períodos compreendidos entre, 03 de outubro a 04 de novembro de 1930 e 12 de julho a 1º de novembro de 1932, esteve a serviço de campanhas contra os movimentos revolucionários. Este serviço, era classificado como sendo “Serviço de Guerra”. (Almanaque dos oficiais da Força Pública, 1940, 65).
Em 10 de agosto de 1932, durante a Revolução Constitucionalista de São Paulo, pela Resolução Nº 1.684, foi comissionado ao posto de capitão e classificado no Batalhão de Infantaria, BI.
Pela resolução nº 1.784, de 11 de agosto de 1932, foi promovido por antiguidade, ao posto de capitão, durante o período das operações do serviço de guerra, revolução constitucionalista de São Paulo.
No início do ano de 1935, foi nomeado pelo então comandante-geral da Força Pública, capitão do EB, comissionado a tenente-coronel, Renato Tavares da Cunha Mello, (29/04/1933 a 29/04/1935), para presidir a comissão encarregada de compor o histórico do centenário da corporação, que ficou conhecido como “Almanaque do 1º Centenário da Força Pública de Santa Catarina” (1835-1935).
Fazia parte da comissão, como secretário, o então 2º tenente farmacêutico Ildefonso Juvenal da Silva, ilustre miliciano das letras. Ildefonso Juvenal da Silva, escreveu a brilhante página inicial, “A voz do século que passou”, bem como, a 1ª parte do almanaque, intitulada “Sinopse da evolução da Força Policial Militar de Santa Catarina, no regime monárquico. (1835-1889)”.
Depois de 30 anos, 3 meses e 25 dias de serviços prestados ao Estado de Santa Catarina e mais os adicionais que lhe cabiam por lei, foi transferido para a Reserva Remunerada em 08 de outubro de 1952, no posto imediato de tenente-coronel, como consta no boletim diário da corporação de nº 232, da mesma data.
Por oficio de 21 de outubro de 1959, do chefe de gabinete do secretário de Segurança Pública, comunicou que o governador Aderbal Ramos da Silva, deu o seguinte despacho no requerimento em que o major Demerval Cordeiro pedia o averbamento em seus assentamentos do período de dois anos, relativos aos decênios de 21 de dezembro de 1928 a 22 de dezembro de 1948, para efeitos de passagem para a reserva remunerada daquela corporação, nos termos do artigo 4º, da lei nº 428, de 12 de outubro de 1912. “SIM”.
De acordo com informações de seu sobrinho-neto Delman Ferreira, neto da irmã mais velha de Demerval, Maria Clara Cordeiro Ferreira, após sua passagem para a reserva remunerada, ele ingressou na política e se tornou assessor do deputado federal por Santa Catrina, Leoberto Leal, eleito por duas legislaturas: a 39ª, (1951 - 1955) e a 40ª, (1955 - 1959), pelo Partido Social Democrático (PSD).
Leoberto Leal, faleceu em 16 de junho de 1958, em São José dos Pinhais/PR, em um acidente aéreo, no qual também faleceram o ex-presidente da república Nereu Ramos e o governador Jorge Lacerda, ambos catarinenses.
Em razão da nova atividade, passou a morar no Rio de Janeiro, então capital da República. Em abril de 1960, com a transferência da capital federal para Brasília, mudou-se para lá com a familia. Tinha bom trânsito no meio politico e dizem seus netos, que sua casa era muito frequentada por deputados e senadores, próximos do presidente Juscelino Kubischek, oficial médico da Polícia militar de Minas Gerais e também maçom.
Cadeira 19 - Cel José Ivan Schelavin
Filiação: Edgar Müller Schelavin e Albina Bueno Schelavin
Data de Nascimento: 30/03/71 em Guatambú SC.
Resumo Profissional do Acadêmico:
Coronel da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) com experiência em diversas unidades e organizações, incluindo em força tarefa GAECO, Comando de operações especiais e inteligência.
Experiência Profissional:
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Chefe de Inteligência - PMSC (2024)
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Chefe de Inteligência - Ministério Público de SC (2022-2024)
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Comandante - Batalhão de Operações Especiais (BOPE) – PMSC (2019-2021)
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Integrante - Força Tarefa de Combate as Organizações Criminosas (GAECO) - Ministério Público de SC (2010-2019)
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Atuação na Força nacional de Segurança Pública – Rio de Janeiro (2007)
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2º Batalhão da PMSC – Chapecó (2000-2010)
Formação Acadêmica:
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Curso de Formação de Oficiais da PMSC, Graduação Bacharel em Segurança Pública, Fpolis, 2000;
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Curso de Bacharel em Direito, Unochapecó, Chapecó, 2006.
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Curso de Pós-graduação Especialização Lato Sensu em Prevenção ao Crime, PMSC/UNISUL, 2003.
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Curso de Pós–graduação Especialização Lato Sensu em Ciências Criminais, Uncochapecó, 2009.
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Mestrado em Direito UFSC, 2011
Publicações:
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Livro: “Ateia do Crime Organizado: Documentário Força Nacional de Segurança Pública – Operação Rio de Janeiro”, 2011.
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Organizador do livro BOPE PMSC – Guardião de Missões Especiais, Florianópolis, 2021
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Participou com artigos em livros.
Patrono - Capitão PM Euclides de Castro
O Capitão PM Euclides de Castro nasceu em Jaguarão (RS), a 6 de fevereiro de 1870; e era filho de Ernesto de Castro e Bibiana Rocha de Castro. Ainda moço assentou praça no exército, onde chegou até o posto de sargento.
Ingressou, depois, na Polícia de Santa Catarina com o posto de alferes. Foi promovido a tenente, por merecimento, em 12 de novembro de 1906; e a capitão, a 15 de abril de 1910. Em 1912/1913 esteve à disposição do Serviço de Proteção aos Índios; e, nessas funções permaneceu meses no alto vale do rio Itajaí Açu procurando contato com os aborígenes, com o objetivo de pacificá-los. Dessa missão deu notícias, à época, o jornal "Der Urwaldsbote" (edição em português). Era bom flautista e, para atrair os indígenas, tocava seu instrumento nos pousos improvisados. Deixou o cargo em julho de 1913, fato que a imprensa lamentou, pois atuara com muito interesse e prudência. Em 14 de abril de 1914 foi designado para organizar e comandar o Esquadrão de Cavalaria. No mesmo ano, exerceu também o cargo de delegado especial de polícia da 5a . Região (Blumenau). Publicou, em 1915, o livro "Nos Sertões do Sul", sobre os fanáticos do Contestado. Foi ajudante-de-ordens de vários governadores catarinenses. Depois de deixar, por reforma, a Força Pública de Santa Catarina, dedicou-se por longos anos ao jornalismo. Era conhecido pela alcunha de "Capitão Canudinho", derivada (consta) de sua habilidade como bom flautista. Faleceu em Blumenau na madrugada do dia 9 de fevereiro de 1946.
O Capitão Euclides de Castro foi na sua vida pública um cidadão probo, honrado e trabalhador, enquanto nos meios jornalísticos sempre foi um devotado defensor da causa pública, ora exaltando uma obra de vulto em benefício da coletividade, ora observando e apontando os erros em que laboravam os poderes públicos, sempre trilhando por uma senda de justiça e critério, moldando as suas assertivas e opiniões dentro da norma e da ética profissional. Colaborando para uma vasta rede de jornais, de quase todos os estados, o grande lutador das lides jornalísticas emprestou o valor da sua pujante capacidade de trabalho e sua inteligência vigorosa abordando assuntos de interesse público, com serenidade e ponderação. Em época anterior à longa militância no jornalismo, quando ainda integrava nossa Força Policial, na qual prestou assinalados serviços ao estado, o Capitão Euclides de Castro participara da campanha do Contestado. Nela se destacou por sua ação brilhante e heróica, feitos que ainda hoje são rememorados com orgulho pelos que sobreviveram à campanha das nossas forças policiais.
[Da obra “Blumenau em Cadernos”, disponível em:
http://hemeroteca.ciasc.sc.gov.br/blumenau%20em%20cadernos/1999/BLU1999002.pdf]
Cadeira 20 - Cel José Luiz Gonçalves da Silveira
Natural de Joaçaba. Casado com Márcia, pai do Ayran e da Nicole. Coronel veterano da Polícia Militar de Santa Catarina – Principais funções – Foi Assessor Militar: no Gabinete do Governador do Estado, no Gabinete da Presidência da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina e no Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Serviu junto a Coordenação-Geral de Inteligência, na SENASP/MJ entre os anos de 2009 e 2010; Comandou o 14º Batalhão de Polícia Militar – sede Jaraguá do Sul por 41 meses (2011 a 2015); Chefiou a Agência Central de Inteligência da PMSC em 2015; Foi Diretor de Instrução e Ensino da PMSC em 2017; Foi Diretor de Formação e Capacitação da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Santa Catarina em 2018. Carreira acadêmica: Possui Pós-Doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento – UFSC (2008); É Doutor em Engenharia de Produção e Sistemas – UFSC (2004); Atualmente é Pós-doutorando em Administração junto ao PPGA/UNIVALI e Pós-doutorando em Direito junto ao PPGD/UFSC. Possui formação superior em Segurança Pública, pela Academia da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina (1986); Graduado em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física do Exército - ESEFEx (1988); Possui Pós-Graduação, em nível de especialização em Atividade Física e Saúde, pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (1991); Possui Mestrado em Atividade física e saúde, pela UFSC (1998); É especialista em Segurança Pública pela UNISUL (2005); é Especialista em Altos Estudos Estratégicos junto à ESAG/UDESC (2015). É Presidente da Associação Civil "Cidadão da Paz". Principais obras literárias: livro: Gestão conhecimento para segurança pública e defesa do cidadão, pela editora Obra Jurídica (2005); Livro: "Cidadão da Paz: Onde se faz? Família - Escola - Estado", pela editora Letras Contemporâneas (2007); e Livro: “Paz – Um direito do Cidadão e o Direito Humano à Paz, Editora Letras Contemporâneas (2008); Livro: "Gestão do Conhecimento na atividade de inteligência de segurança pública: uma abordagem prática e tecnológica", Curitiba - PR, Editora Appris (2018). Experiência em Ensino e Pesquisa Aplicada, nas áreas de Administração, com ênfase em Planejamento em Ciência, Tecnologia e inovação, atuando principalmente nos seguintes temas: Gestão Estratégica do Conhecimento; Segurança Pública e Defesa do Cidadão; Metodologia da Pesquisa Científica e Inovação Tecnológica; Educação Aberta e a Distância; Desempenho Profissional e Qualidade de Vida.
Patrono - Desembargador José Arthur Boiteux
Informações sobre o Patrono:
Nascimento: Tijucas, 9 de dezembro de 1865; †: Florianópolis, 17 de fevereiro de 1934
José Arthur Boiteux, foi um jornalista, historiador e advogado brasileiro, considerado o patrono do ensino superior em Santa Catarina.
Filho do tenente-coronel Henrique Carlos Boiteux e Maria Carolina Jaques Boiteux, era neto do comerciante suíço-francês Lucas Boiteux (Neuchâtel, 1798), que veio para o Brasil em 1825.
José Arthur Boiteux foi um dos fundadores da Faculdade de Direito de Santa Catarina, em 11 de fevereiro de 1932, juntamente com Henrique Fontes, Othon da Gama Lobo d'Eça, Nereu Ramos, Alfredo von Trompowsky e Fúlvio Aducci.
Por sua iniciativa, foi criada, em 30 de outubro de 1920, a Sociedade Catarinense de Letras, que originou, em 1924, inspirada na Academia Brasileira de Letras, a Academia Catarinense de Letras.
José Boiteux foi deputado estadual por Santa Catarina na 1ª legislatura (1894 — 1895), 2ª legislatura (1896 — 1897), 3ª legislatura (1898 — 1900) e na 9ª legislatura (1916 — 1918).
Foi também sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo.
O município de José Boiteux é assim denominado em sua homenagem.
Obras:
A Imprensa Catarinense (1911)
Arcaz de um Barriga-Verde (1933)
Rui Barbosa (1930)
Cadeira 22 - Sub T Andrei Francisco Fernandes
Natural de Florianópolis, nasceu em 12/08/1972, ingressou na PMSC em 1993, atualmente é Subtenente do CTISP e acadêmico de nº 22 da ALMESC.
Iniciou como docente em 2013, nos Cursos de Formação de Soldados, Cabos, Sargentos e Aperfeiçoamento de Sargentos da PMSC, além de cursos da ANASPS, UNISUL, SENASP, CBMSC entre outros. Formado no Bacharelado em Administração/UFSC (2004), especialização em Políticas e Gestão em Segurança Pública/Universidade Estácio de Sá (2012) e Mestrado em Gestão de Unidades da Informação/UDESC (2021).
Como suas obras, os livros Polícia Militar Santa Catarina Origens e Evoluções: Hierarquia, Fardamentos, Inclusões, Promoções e Ensino, em 2013, Alexandre Nogueira Mimoso Ruiz “O Pena de Ouro”, em 2018, a próxima obra foca a beatificação de Madre Paulina.
Escreveu nas Antologias da ALMESC os artigos: Pesquisa Sobre o Conjunto de Espadas Japonesas no Acervo do Museu de Armas da PMSC, Conclusão de pesquisa histórica do Capitão Demerval Cordeiro, Da Instrução Militar a Pós-Graduação a Evolução da PMSC, Comparativos da PMSC, Origens do quartel do comando geral da PMSC, A Trajetória Histórica da Policia Militar Montada de Santa Catarina, Pílulas da História da PMSC: A relação da PMSC com o Japão e Pílulas da História da PMSC: o Diretório Acadêmico Tiradentes.
Patrono - Cap Honorário Alexandre Mimoso Ruiz
Como Patrono da cadeira nº 22, temos o Capitão Honorário Alexandre Nogueira Mimoso Ruiz. Nascido em 1884 em Lisboa e em 1951 falecido em Florianópolis, inicia sua aventura em 1910, filiando-se ao partido Monarquista português, época de perseguições, onde salva religiosos, e torna-se preso político, posteriormente na sua profissão de Repórter, em 1922 vem para Brasil.
Participa como repórter correspondente de guerra na revolução de 1924/25, contra a coluna prestes e a revolta paulista, no paraná, sendo incorporado como Tenente e depois Capitão voluntário do Exército Brasileiro, luta junto ao 2º Batalhão de Infantaria da Força Pública (hoje PMSC) junto com o Capitão Lopes Vieira (que tornou-se Comandante Geral da corporação).
Em 1928 leciona na Força pública, e torna-se Tenente honorário e na revolução de 30 fica com Lopes Vieira lutando, como Capitão honorário.
Como Jornalista e redator foi denominado “o pena de ouro”, pelo Jornalista Assis Chateaubriand do Rio de Janeiro, laborou nos jornais diário da manhã, folha nova, o miliciano, A notícia de Joinville e a Gazeta de Florianópolis. Ainda escrevia, diversas poesias, artigos jornalísticos e peças teatrais, como Florianópolis, Santa Catarina, Heroísmo catarinense, Herói Tombado, Dos feitos dos heróis, Bordando a Bandeira, Carceragens e Bouquet de prisioneiro.
Cadeira 24 - T C Mário Luiz Silva
ATUAÇÃO PROFISSIONAL
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Tenente-Coronel da Polícia Militar de Santa Catarina
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Comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, com sede na cidade de Criciúma
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Professor do curso de direito na Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL
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Professor do curso de direito na Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina – UNESC
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Colunista no portal de notícias ENGEPLUS, escrevendo sobre Segurança Pública Justiça e Cidadania
FORMAÇÃO ACADÊMICA
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Bacharel em Direito (UNISUL)
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Bacharel em Segurança Pública (UNIVALI)
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Especialização latu sensu em Direito Constitucional com formação para o magistério superior (ANHANGUERA).
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Especialização stricto sensu ( Mestrado) em Direito (UNESC).
PUBLICAÇÕES
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Livro: O hiperpresidencialismo no constitucionalismo democrático brasileiro: o caso das medidas provisórias. ed. Dialética, 2022.
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Capítulo de livro: Essência ou aparência de democracia à luz da cátedra aristotélica. In: Adalson Wagner Sousa de Vasconcelos. (Org.). Essência ou aparência de democracia à luz da cátedra aristotélica. ed.: Atena Editora, 2023.
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Coluna periódica no Portal de notícias Engeplus tratando de temas relacionados à segurança pública, à Polícia Militar, aos Militares, à justiça e cidadania.
Patrono - Luís Delfino Dos Santos
Luís Delfino dos Santos (Desterro, 25 de agosto de 1834 — Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 1910) foi um médico, político e poeta brasileiro.
É considerado o segundo poeta mais importante de Santa Catarina, superado apenas por Cruz e Sousa.
Filho de Tomás dos Santos e de Delfina Vitorina dos Santos. Casou com Maria Carolina Puga Garcia dos Santos.
Morou em Desterro (Florianópolis/SC) até os dezesseis anos de idade. Mudou-se então para o Rio de Janeiro, onde se formou em medicina pela Academia Imperial de Medicina em 1857.
Não publicou nenhum livro em vida, o que fez com que sua obra quase se perdesse no tempo. Sua poesia, de rima e métrica perfeitas, era publicada frequentemente na maioria dos jornais e revistas da sua época, o que o fez conhecido e amado como poeta.
Sua obra é imensa - escreveu mais de cinco mil poemas - e foi publicada em quatorze livros, por seu filho, Tomás Delfino dos Santos, entre 1926 e 1943.
Sua poesia vai do romantismo ao parnasianismo, passando pelo simbolismo. A perfeição na rima em métrica dá cadência e musicalidade à obra de Luís Delfino. O amor e a mulher eram seus temas preferidos.
É patrono da Academia Catarinense de Letras e Artes.
Foi senador por Santa Catarina no início da República Velha.
Cadeira 25 - Cel PM Fred Harry Schauffert
Obras publicadas:
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Inteligência e Contra-Inteligência. Palhoça. UnisulVirtual. 2007.
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Programas, Projetos e Parcerias em Segurança Pública. Palhoça. Unisul Virtual. 2012.
Produção Acadêmica:
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Os Oficiais Militares de Santa Catarina e o Associativismo, 2ª Antologia da ALMESC, p.302.
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Discurso de posse – 30/09/2015, 2ª Antologia da ALMESC, p.368.
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Cel Elvídio Petters, 3ª Antologia, p.221.
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A História do Historiador – Edmundo José de Bastos Júnior – O Coronel, o Doutor, o Professor, 3ª Antologia, p.224.
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Oração Acadêmica, 4º Aniversário da ALMESC, posse da diretoria, conselho fiscal e cinco novos membros – 05/10/2016, 3ª Antologia, p. 319.
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Cel PM Sidney do Lago conta a sua história na PMSC, 4ª Antologia, p. 216.
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Elegia aos jamais esquecidos, homenagem aos Policiais Militares tombados no cumprimento do dever – 26/09/2018, nas solenidades dos 183 anos da PMSC/2018, 4ª Antologia, p. 335.
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A inauguração do Quartel do Batalhão de Infantaria da Força Pública em Florianópolis, 5ª Antologia, p.239.
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Homenagem para a paisagista Anna Maria Bonatti, 5ª Antologia, p. 258.
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História da PMSC em Joinville (pesquisa no Arquivo Histórico de Joinville, julho de 1995), p.261.
Patrono - Cel Carlos Wenceslau Pacheco
Em 14 de junho de 1909, nascia no bairro Saco dos Limões, em Florianópolis, Carlos Wenceslau Pacheco, filho de Wenceslau Tomás Pacheco e Maria Joana Pacheco.
O homem, que conheceu cada palmo do chão catarinense e que cobriu o céu do Estado com as ondas de Radiot“elegrafia.
As gerações que escrevem a História Contemporânea da nossa Corporação, não podem deixar bravos soldados, esquecidos na linha do tempo.
O homem que revolucionou a Comunicação sem Fio em Santa Catarina, e escreveu algumas, das mais importantes páginas da História da Força Pública – Polícia Militar.
O homem que implantou a Rede de Comunicação Radiotelegráfica e a Comunicação Fonada, que serviu de base ao policiamento rádio motorizado no território catarinense.
A realidade social fez com que Carlos Wenceslau Pacheco, aos 10 anos de idade trocasse os momentos lúdicos próprios da infância, pela difícil tarefa de ajudar no sustento familiar. Esforçado e dedicado, conciliava as horas que lhe sobravam depois do trabalho com os estudos, num esforço para continuar a formação escolar básica.
Anos mais tarde, Carlos Wenceslau Pacheco aceitou a oferta de uma vaga para trabalhar como estafeta no Cabo Submarino (Western TelegraphCompany), uma empresa com corpo e alma inglesa. Os serviços prestados pelo Cabo Submarino tinham mais visibilidade social, por conta da importância que assumia na dinâmica da sociedade local.
cobertura de telefonia no Estado.
No dia 07 de julho de 1927, a Companhia Telefônica Riograndense instalou uma Estação Radiotelegráfica sem Fio, ampliando os recursos de comunicação disponibilizados na capital, até então servida pelo Cabo Submarino. Ainda em 1927, o governador Adolfo Konder, querendo que o Estado ‘falasse’, decidiu abrir uma concorrência pública para melhorar a rede telefônica. O Coronel Juan Ganzo Fernandez, proprietário da Companhia Telefônica Riograndense venceu a concorrência e adquiriu o patrimônio da Trinks, Ehlke& Cia que era administrada por Paulo Ehlke.
A nova empresa, denominada Companhia Telefônica Catarinense (CTC), sob a direção de seu proprietário, garantiu a continuidade das atividades de telefonia, em convênio com o Governo do Estado. A grande novidade a relocada Companhia Telefônica Catarinense foi a ativação da Estação de Radiotelegrafia, em suas dependências. Com isso, as atribuições técnicas, que cabiam ao operador Carlos Wenceslau Pacheco, abriam-lhe novas possibilidades e oportunidades profissionais.
A adaptação ao sistema de radiotelegrafia sem fio foi tranquila para o rádio operador Pacheco devido à experiência adquirida no Cabo Submarino, mas, principalmente, pela sua firme vontade de transpor mais um desafio profissional.
Aos 19 anos, Carlos Wenceslau Pacheco ocupava uma posição profissional que o colocava em destaque. Era reconhecido por sua habilidade técnica, e muitos, que orbitavam distantes do seu espaço físico e socioprofissional, ouviam referência a seu respeito. Mas, nos últimos meses de 1928, outro fato definiu o início de um novo ciclo na sua vida.
O fato que definiu o novo horizonte profissional de Carlos Wenceslau Pacheco envolveu o Cel Pedro Lopes Vieira, então Comandante-Geral da Força Pública que numa viagem ao Rio de Janeiro, precisou transmitir algumas ordens, determinou que o Tenente Chefe do Serviço da Força, se apresentasse na estação da CTC de Florianópolis, para o recebimento das ordens. O oficial da FP, assumiu a mesa de rádio para estabelecer a comunicação com o operador da Companhia Telefônica no Rio, porém, a comunicação não se restabeleceu porque o tenente não conseguiu acompanhar a velocidade de transmissão do operador carioca.
A comunicação com o Cel Lopes Vieira foi estabelecida com a intervenção do operador Carlos Wenceslau Pacheco, que se encontrava na estação. A habilidade técnica do operador barriga-verde deixou o Cel Lopes Vieira impressionado. Quando do seu regresso da capital federal, fez uma visita à Companhia Telefônica, e, não se furtou de convidar o jovem operador a ingressar na Força Pública, oferecendo-lhe vantagens para que aceitasse sentar praça.
Aceitou o emprego e as regalias que lhe foram oferecidas. No seu ingresso, nem todas as vantagens foram cumpridas, devido interveniências de outros fatores organizacionais, a que, mesmo um comandante não pode sobrepor. A tomada de decisão de mudar de emprego, encerrava um ciclo de sua vida, e abria um novo. O ciclo iniciado se transformou numa longa caminhada, que foi completada em duas jornadas.
A expressão a cada uma das etapas da vida, refere-se a uma das frases preferidas de Carlos Wenceslau Pacheco, quando mencionava que a passagem de um militar para a Reserva, era a sua primeira morte.
Nesse tempo, o padrão do trabalho desenvolvido pela Força Pública, moldado pela hierarquia e disciplina, a importância que a Corporação representava para a sociedade catarinense o seu papel como ‘ser social’, renovou no jovem Carlos Wenceslau Pacheco a anima da profissão, a qual já percebera ser a sua identidade. O seu modelo mental tinha incorporado que o comprometimento de uma profissão era a riqueza maior do conhecimento, capaz de conferir orgulho profissional ao seu detentor, além de constituir o verdadeiro diploma de reconhecimento do respeito e do prestígio social. Buscava, então, novos desafios movidos por uma vontade de fazer o que melhor sabia e o que mais queria fazer, agora numa escala maior e mais estratégica do que a Companhia Telefônica poderia lhe proporcionar.
A experiência como radiotelegrafista rendeu ao Sd Pacheco, uma condição privilegiada, ainda enquanto recruta. Frequentemente era consultado pelo Ten Chefe do Serviço de Rádio, para opinar em assuntos que envolviam decisões técnicas. Na época havia a exigência, instituída pelo Cmt Lopes Vieira, de que todo policial considerado analfabeto funcional, ou que não tivesse completado o ensino fundamental – primário e secundário – fosse matriculado na Escola Regimental Marechal Guilherme. O Sd Pacheco aproveitou a oportunidade, ainda que a matrícula fosse compulsória, para concluir o ensino ginasial, matriculando-se para concluir os anos que lhe faltavam do ensino fundamental.
No dia 25 de fevereiro de 1929, o Sd Pacheco foi aprovado nos exames para Radiotelegrafista (BCG nº 68, de 9 de março de 1929). Após seis meses de instrução em dois turnos diários, o mês de junho marcou o encerramento do Curso de Recrutas. O evento marcante do final do curso foi a marcha a pé que o pelotão realizou, até o município de Biguaçu. A marcha fazia parte de uma manobra militar, simulando o deslocamento de uma força revoltosa que deveria ter seu avanço bloqueado nos limites do município de Biguaçu. Encerrados os exames para a habilitação profissional, o Sd Pacheco foi considerado ‘praça pronta’.
No dia 14 de setembro, inscreveu-se para participar do concurso de 3º sargento, realizando as avaliações nos dias 18, 19 e 20 do mesmo mês, sendo aprovado com média 2,25. No dia 24 de setembro, foi promovido a 3º Sargento Radiotelegrafista e transferido para a Companhia Extra Numerária. O 3º Sgt Radiotelegrafista PACHECO adotou como o prefixo de Rádio Operador (RO), uma exigência do Sistema de Controle de Tráfego do Serviço de Radiocomunicação da Força Pública, as letras ‘PC’, extraídas de seu nome de guerra. Esse prefixo no Serviço de Rádio, assumiu o significado de disciplina, compromisso, ética, lealdade, responsabilidade pessoal e capacidade operativa. A escuta refinada e os dedos mágicos, da sua mão de ferro, emudeceram muitos dos operadores que se diziam muito bons no que faziam, pela velocidade e precisão na recepção e transmissão dos sinais em Código Morse.
Ainda que ostentasse a divisa de sargento, sobreposta às mangas de sua farda, um símbolo de poder e autoridade inicial das praças, o 3º Sgt Pacheco, que muito valorizava o conhecimento, continuou frequentando a Escola Regimental até concluir o nível ginasial. Ou seja, continuava resoluto na conquistado que julgava ser o melhor que precisava fazer por ele mesmo.
No dia 23 de outubro de 1929, o 3º Sgt Pacheco se apresentou na 3ª Companhia Isolada/1º Batalhão de Infantaria, para assumir as funções de sargento auxiliar da estação Rádio de Herval no meio oeste catarinense. A Companhia era comandada pelo Capitão João Batista Paiva que ainda exercia as funções de Delegado Especial de Polícia. Entre as armas da Revolução de 1930, o Sgt Pacheco acabou levado prisioneiro pelo movimento insurrecional. Com a deposição do Presidente Washington Luís e a conquista do poder central da República pelo movimento insurgente, os soldados incorporados para dar corpo ao movimento receberam ordens de desmobilização e foram dispensados dos serviços militares.
Depois de participar de inúmeros combates, o Sgt Pacheco no dia 02 de outubro de 1932, assistiu a Revolução Constitucionalista ser debelada, com a vitória das Forças Federais, comandadas pelo Gen Góes Monteiro, que mais tarde foi nomeado Ministro da Guerra do Governo Getúlio Vargas. No dia 14 de outubro de 1932, a trpa do BC Catarinense desembarcou no cais Rita Maria e seguiu em passo ‘sem cadência’ até a frente do QG da Força Pública, onde foram perfilados em linha de pelotões por três para a apresentação ao Cmt Geral. O Sgt Pacheco, porém, não fez o mesmo percurso de volta com as Cias do BC.
Como havia muitos vagões carregados com material bélico e alimentação, o Sgt Pacheco, que respondia pela reserva do batalhão, retornou até Curitiba, de onde seguiu até o porto de São Francisco. Por 13 dias esperou que o navio Anna atracasse no cais do porto para carregar o material sob seus cuidados e transportar a carga para Florianópolis. Desembarcando no cais Rita maria, o SgtPacheco coordenou o desembarque da carga e o transporte para o quartel do Cmdo Geral, onde se apresentou pelo término da missão na Revolução Constitucionalista.
Entre os anos de 1933 e 1954, o Sgt Pacheco empenhou-se na árdua missão de ampliar o serviço de comunicação da Força Pública. No dia 1º de fevereiro de 1935, ano do Centenário da Força Pública Catarinense, o Sgt Pacheco foi promovido ao posto de 1º sargento Radiotelegrafista, sendo designado como SgtAj do Chefe do SRC.
No dia 04 de janeiro de 1937, o 1º Sgt Pacheco foi promovido ao posto de Subtenente e assumiu a Chefia do SRC. A esperada promoção o colocava em condições de providenciar mais recursos, incluindo aqueles que pudessem melhorar o desenvolvimento do Serviço de Radiocomunicação da PM. O Serviço de Radiotelegrafia vinha se afirmando no Estado, como um excelente instrumento de gestão estratégica, tática e operacional para o Comando da PM.
Em 1938, o Cel Cantídio Quintino Régis, Cmt da PM, conseguiu, com o Governador Nereu Ramos, autorização para a viagem do Sub-Ten Pacheco para São Paulo, com o objetivo de participar de um estágio em Radiocomunicações na Polícia Militar. A PM paulista, gozava de alto prestígio em transmissão por meio de rádio e servia de referência e socorro técnico as demais coirmãs.
No dia 17 de janeiro de 1964, foi promovido ao posto de Coronel da Reserva Remunerada, de acordo com a Lei nº 3.061, de 06 de julho de 1962. Na mesma data da promoção, juntamente com outros oficiais também convocados, foi dispensado do serviço ativo da PM. (BCG nº 11, p.70). O guerreiro que descansava à sombra da sua merecida reserva, enquanto olhava o tempo passar em outro ritmo, presenciou dois eventos, envolvendo a vida profissional do filho Sidney, que o encheram de indisfarçável satisfação e orgulho. O primeiro foi ver o Cel Sidney Carlos Pacheco assumir, em 1882, as funções de Chefe do Estado-Maior da PM. O segundo evento foi quando o Cel Sidney assumiu a cadeira de Cmt Geral, no dia 04 de março de 1983.
No dia 18 de junho de 1987, o Cel PM RR Carlos Wenceslau Pacheco faleceu, conforme documenta o BCG nº 094, de 24 de agosto de 1987. Aos 78 anos de idade, 23 anos depois que encerrou o seu segundo ciclo na Força Pública – Polícia Militar. Em 1987, morria um homem que dedicou a sua vida à Força Pública – Polícia Militar, deixando um legado de abnegação, lutas e sacrifícios pela PM e Serviço de Radiocomunicação: o Coração do estado que pulsava nas ondas do Rádio.
O Cel PM Carlos Wenceslau Pacheco deixou muitas marcas em sua caminhada. Algumas o tempo se encarregou de apagar, outras a história preservou, porque elas representam muito mais do que um feito pessoal, pois foram impressas com a alma de quem viveu a Força Pública, depois Polícia Militar, por duas vezes”.
Cadeira 26 - Cel BM RR Edupércio Pratts
DADOS PESSOAIS
Nome: EDUPÉRCIO PRATTS
Idade: 59 anos. Data Nascimento: 13 de julho de 1964.
Naturalidade: Florianópolis - SC
Estado Civil: Casado Filhos: André, Augusto e Alberto.
Esposa: Margareth Hach Pratts.
DADOS DE SERVIÇO
Posto: Coronel BM RR
DADOS DE FORMAÇÃO
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Concluiu o Curso de Formação de Oficiais - Academia de Polícia Militar - novembro de 1986.
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Concluiu o Curso de Especialização de Oficiais Bombeiros - Centro de Ensino da PMSC/UFSC - dezembro de 1990.
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Concluiu o Curso de Direito - UFSC - fevereiro de 1992.
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Concluiu o Curso de Avaliação de Danos e Defesa Civil SEDEC– em 2000.
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Concluiu o Curso de Piloto Comercial de Helicóptero em 2006.
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Concluiu o Curso de Instrutor de Vôo em 2007.
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Concluiu o Curso de Especialização Lato Sensu em Administração em Segurança Pública e Gestão de Serviços de Bombeiros na UNISUL, em 2004 e 2009, respectivamente.
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Concluiu o Curso de Gerenciamento de Unidades Aéreas – SENASP – em 2005. 3.9. Participou de outros cursos civis e militares nas áreas de Bombeiros, Defesa Civil, Aviação de Resgate e gestão pública.
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Concluiu o Curso da Escola de Governo na ALESC em 2000.
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Concluiu o Curso de Altos Estudos Estratégicos (CAEE/CSP) em 2009.
ATIVIDADES PROFISSIONAIS e TÉCNICAS
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Foi integrante do Grupamento de Busca e Salvamento e 1º Batalhão de Bombeiros Militara - de novembro 1986 a dezembro de 1998.
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Formação e operação no Grupamento Aéreo (GRAER) – 1993 a 2008.
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Foi integrante da Diretoria de Defesa Civil Estadual, como Gerente de Defesa, entre 1999 e 2002.
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Foi o 1º Comandante do Batalhão de Operações Aéreas do CBMSC, de janeiro de 2010 até a agosto de 2014, e pioneiro na parceria Bombeiros e SAMU na criação dos
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ARCANJOS.
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Foi Juiz Militar por diversos períodos da carreira junto a Justiça Militar Estadual.
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Foi Diretor de Ensino do CBMSC de 08 Set 2014 a 13 Jul 2015.
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Foi Comandante da 1ª Região Bombeiro Militar em entre julho e outubro de 2015. 4.8. Foi Chefe do Estado-Maior Geral do CBMSC entre 2015 e 2018; Chefe do Controle Interno em 2018, e Subcomandante Geral entre janeiro e fevereiro de 2019.
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Foi Comandante-Geral do CBMSC de 07 de fevereiro de 2019 a 13 de junho de 2019;
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Exerceu as atividades operacionais de atendimento a população desenvolvida como Piloto de Resgate Aeromédico dos ARCANJOS (helicóptero e avião) em Florianópolis e Blumenau até junho de 2019.
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ATIVIDADES DOCENTES
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Instrutor de Salvamento, Combate a Incêndios e Sistema de Comando em Operações nos seguintes cursos:
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Formação de Soldados BM.
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Formação de Cabos BM.
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Formação de Sargentos BM.
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Formação de Oficiais PM e BM.
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Especialização de Oficiais BM.
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Curso de Altos Estudos Estratégicos BM/PM.
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Instrutor dos Estágios de Operações Aéreas do BOA/CBMSC.
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Atua como instrutor do Centro de Ensino BM e de Examinador Credenciado para voos de recheque nos programas de treinamento do Batalhão de Operações Aéreas nos ARCANJOS, e de pilotos civis da ANAC.
MEDALHAS MILITARES E CIVIS
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Medalha por tempo de efetivo serviço categoria bronze (10 anos);
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Medalha por tempo de efetivo serviço categoria prata (20 anos);
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Medalha por tempo de efetivo serviço categoria ouro (30 anos);
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Medalha de Mérito Bombeiro Militar CBMSC categoria bronze;
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Medalha de Mérito Bombeiro Militar CBMSC categoria prata;
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Medalha de Mérito Bombeiro Militar CBMSC categoria ouro.
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Medalha de Comemorativa dos 80 e 90 anos do CBMSC;
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Medalha de Salvamento Aquático “Carlos Hugo Stockler de Souza”
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Medalha de atendimento pré-hospitalar (APH);
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Medalha de Mérito da Aviação da Polícia Militar SC;
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Medalha de Mérito da Aviação do Corpo de Bombeiros Militar SC;
-
Medalha de Mérito da Aviação da SENASP/Ministério da Justiça;
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Comenda Barriga Verde da PMSC;
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Comenda Dom Pedro II do CBMDF;
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Medalha de Mérito Funcional “Alice Guilhon Gonzaga Petrelli” (maior honraria destinada no Estado ao funcionalismo público).
PUBLICAÇÕES E ATIVIDADES NA ALMESC
a . Livro:
PRATTS, Edupércio/ MAUS, Álvaro. Arcanjo: a história do Batalhão de Operações Aéreas escrita sob a inspiração das asas de um sonho. Florianópolis: Editograf 2013. 114 p. b. Manual:
PRATTS, Edupércio/ PACHECO, Sidney Carlos/ PRATTS, Margareth Hach. Manual de orientação para casos de decretação de situação de emergência ou de estado de calamidade pública. Florianópolis: IOESC 2000. 31 p.
c. Monografias:
PRATTS, Edupércio. As atribuições dos Juízes Militares nos Conselhos de Justiça e propostas para a revisão da legislação vigente. 2004. 129 f. Monografia (Especialização em Administração em Segurança Pública) - Universidade do Sul de Santa Catarina, 2004.
Monografia apresentada ao Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais 2004 da Polícia Militar de Santa Catarina, Curso de Pós-graduação.
Disponível em: http://www.jusmilitaris.com.br/novo/uploads/docs/asatribuicoes.pdf
______. Estudo para Implantação do Programa de Ascensão Técnica dos Pilotos do
Grupamento de Operações Aéreas do CBMSC. 2009. 146 f. Monografia (Especialização Lato Sensu em Administração Pública com Ênfase na Gestão Estratégica dos Serviços de Bombeiro Militar) - Universidade do Sul de Santa Catarina, 2009.
Disponível em:
http://www.pilotopolicial.com.br/Documentos/Monografia/MonografiaEdupercio.pdf
d. Artigos publicados em revistas especializadas:
______. Operações Aéreas no Corpo de Bombeiros Militar SC e SAMU SC. Revista Bombeiros Anjos da Vida. São Paulo, ano III, Edição nº 11. p.16-17, 2011.
______. Socorrimento público com a utilização de aeronaves em SC. Revista Bombeiros Anjos da Vida. São Paulo, ano III, Edição nº 12. p.24-25, 2011.
Patrono - Cel EB João Zaleski Júnior
Nascido em Curitiba-PR, no dia 30 de abril de 1937.
Filho de João Zaleski e Nympha Moraes Zaleski.
Esposa: Míriam Barreto Zaleski.
Filhos: Martha Janine Barreto Zaleski , Marcos José Barreto Zaleski e João Zaleski Neto.
O pequeno João veio ao mundo na cidade de Curitiba, no Estado do Paraná, e como seu pai era militar do Exército Brasileiro, e em decorrência das missões recebidas a família era deslocada para os mais diversos rincões do Brasil; e durante sua infância e adolescência, na década de 40, eclodiu a segunda guerra mundial, período em que estudou no Paraná e em Pernambuco, em função das transferências do seu genitor.
A segunda guerra terminou em 1945, antes que seu pai tivesse de embarcar para a guerra na Europa.
Aos quinze anos matriculou-se na escola preparatória de Porto Alegre (EPPA), e seu contato com a família restringia-se as férias de fim de ano.
Por ter estudado em regime de internato quase toda a infância, o menino João Zaleski Junior, o “Nininho”, adorava os natais em família, talvez mais que qualquer outra criança. Anos mais tarde , quando constituiu sua família, sempre fez do Natal o grande momento de união familiar, de alegrias e reflexões espirituais.
A Escola Preparatória em Porto Alegre ministrava ensino médio, com o objetivo de preparar os alunos para o ingresso na Academia Militar e seguirem carreira como Oficiais do Exército Brasileiro, onde concluiu com êxito em 1954 o segundo grau (termo utilizado na época), e com alguns amigos se classificaram para o ingresso na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende no Estado da Guanabara (atual Rio de Janeiro).
Por se destacar no tiro foi escolhido pela turma para representa-la nas competições internas promovidas pela Academia.
Durante o curso na AMAN optou pela Arma de Infantaria. No decorrer do terceiro ano, João obteve destaque nas disciplinas de história (geral e do Brasil), recebendo “Menção Honrosa” pelo grau de conhecimento assimilado.
No fim dos anos cinquenta no baile de formatura, com seu uniforme de gala, conheceu a sua futura esposa, Miriam Barreto, que era irmã de um Aspirante de sua turma, o amigo Antonio Barreto, de uma família de Laguna-SC.
Com a declaração de Aspirante, Zaleski, foi classificado para servir no 14º Batalhão de Caçadores em Florianópolis-SC, o que facilitava a visita a sua amada que residia em Laguna, a 110 Km da Capital.
Após meio ano Zaleski foi promovido a 2º Tenente, e pediu Miriam em casamento, vindo o casal a residir em Florianópolis.
Em Lages-SC nasceram Martha, primeira filha do casal, e a seguir o filho Marcos, e o terceiro filho, João Neto, em função da confiança do renomado obstetra que atendia naquela cidade, e onde os pais de Zaleski residiam.
A carreira continuava em solo catarinense, e no início dos anos sessenta a política nacional estava conturbada.
Nessa época o 14º BC de Florianópolis posicionou-se contra a posse de João Goulart, o Jango. O Governador de Santa Catarina, Celso Ramos, procurava acalmar os ânimos pregando a concorcordia, chegando a imitar o que acontecera no Palácio Piratini, posicionando metralhadoras na cobertura do Palacio do Governo.
O Tenente Zaleski foi enviado para realizar voos de reconhecimento sobre as tropas federais na região de Lages, que haviam aderido a Brizola. Florianópolis tornou-se o centro das operações em oposição a Brizola, onde a cidade recebeu tropas de elite do Rio de Janeiro e São Paulo, do Exército, Marinha e Aeronáutica.
Após cumprir voos de reconhecimento, Zaleski foi enviado com sua Companhia para o Morro dos Cavalos, ponto onde a topografia favorecia a obstrução de tropas que se deslocavam do sul para Florianópolis.
Foram momentos de espera e tensão, pois poderia ocorrer um conflito armado entre integrantes da mesma Instituição e irmãos de armas.
A crise política foi sendo contornada, e João Goulart tomou posse como Presidente da República, em um regime parlamentarista e a crise político-militar teve seu desenlace.
Os militares puderam retornar ao seio de suas famílias, pelo menos até os chamarem novamente para defenderem o modo de vida brasileiro, sua liberdade e democracia.
Zaleski foi elogiado pela sua atuação e seu empenho durante a crise. Permaneceu na cidade por mais um ano e meio e foi designado apar instrutor do Colégio Militar de Curitiba-PR.
Por ocasião do movimento cívico-militar que tirou João Goulart do poder, afastando o país da ilusão de um regime ditatorial socialista, Zaleski, atuava como instrutor em Curitiba.
Embora não tenha tomado parte na ação militar na tomada do poder em 31 de março de 1964, ensinava a seu alunos a falácia dos regimes comunistas.
Foi promovido a Capitão no mesmo ano, e em 1965 foi cursar a Escola de Aperfeiçamento de Oficiais (EsAO), no Rio de Janeiro.
Concluído o curso retornou a Curitiba para servir no 20º Regimento de Infantaria.
Enquanto isso, o ocidente travava sua guerra fria contra o oriente, e essa luta marcou toda uma geração de Militares.
Na sequência foi convidado a ser instrutor na EsAO, onde permaneceu por três anos, realizando a seguir o curso na Escola de Comando e Estado Maior (ECEME), após concluir o curso foi promovido a Major, e sendo convidado a permanecer na OM como instrutor, em função do seu desempenho profissional e acadêmico, entre 1973 e 1976.
A seguir foi designado para missão no exterior, ficando a disposição da Escola das Américas em Forte Gulick, zona do canal do Panamá, para exercer as funções de instrutor nos anos de 1977 e 1978.
Esta Escola era patrocinada pelos Estados Unidos das América, para preparação de Oficiais da América Latina que não dispunham de escolas deste nível em seus países.
Foi promovido a Tenente Coronel, por merecimento, enquanto estava na missão no Panamá, destacando-se por seu profissionalismo, dedicação ao dever e reconhecimento as suas técnicas de ensino militar; sendo a seguir transferido para Brasília, o Distrito Federal, sendo designado para exercer suas funções no Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército Brasileiro.
Em 1979 recebeu do Governo Americano a medalha de Mérito Militar pela sua atuação destacada na missão no Panamá.
Naquele mesmo ano, o então Presidente da Republica General EB João Baptista Figueiredo havia iniciado o processo de abertura política em meio a crise econômica provocada pelo aumento dos combustíveis e do alto custo de vida no Brasil.
Neste ano (1979) ocorreu um evento marcante na Praça XV, em Florianópolis, em frente ao Palácio do Governo, conhecido por “Novembrada”.
O Ten Cel Zaleski estava completando quase dois anos de serviço em Brasília quando foi nomeado para exercer a função de Comandante-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina.
O Ten Cel EB receberia a patente de Coronel da PMSC, e assumiria o Comando no primeiro trimestre de 1981, para comandar um efetivo de aproximadamente 11000 Militares Estaduais, distribuídos por todo o Estado de Santa Catarina.
Durante seu comando, no início de 1982, após receber um relatório de engenharia que atestava que que havia risco de desabamentoda estrutura da ponte Hercílio Luz, e após despacho com o Governador dos Estado Jorge Bornhausen sobre o assunto, ordenou a interdição da ponte para o tráfego de pessoas e veículos em 22 de janeiro de 1982.
No período que comandou a PMSC, o Cel Zaleski, usou de toda sua habilidade no trato com os integrantes da Corporação, pois os Oficiais PM desejavam que o cargo máximo fosse ocupado por um Oficial integrante da Instituição e não oriundo do Exército Brasileiro.
Na época o regime militar já havia dado início ao processo de abertura gradual para o retorno do processo democrático, e Zaleski, por estar envolvido no processo, comprometeu-se que buscaria passar o Comando-Geral para um Oficial da PMSC.
E assim foi feito, onde o Cel Zaleski entrou para a história da Polícia Militar de Santa Catarina como o “Coronel da transição”.
Durante seu comando na PMSC realizou pela primeira vez o Curso Superior de Polícia Militar no Estado, o qual contou com vários Oficiais Superiores de outras organizações PMs do Brasil.
Mesmo com as dificuldades economicas da época, dinamizou a construção de quartéis e a complementação de equipamentos para a Corporação, o que optortunizou uma melhora no policiamento ostensivo, com o aumento gradual e continuo do chamado policiamento comunitário, em que havia emprego de “trailer” e dos postos PM nos bairros.
Exerceu as funções de Comandante-Geral da PMSC de 27 de abril de 1981 a 04 de março de 1983, passando o cargo ao Coronel PM Sidney Carlos Pacheco, da PMSC.
A terminar seu comando recebeu a medalha de Mérito Anita Garibaldi, pelos relevantes serviços prestados ao Estado e a Polícia Militar de Santa Catarina.
Retornando ao Exército Brasileiro foi promovido ao posto de Coronel EB, sendo designado para Chefia do Estado Maior da 5ª Região Militar em Ponta Grossa-PR, em 1983.
Em toda sua carreira sempre foi promovido pelo critério de merecimento.
Tão logo houve vaga disponível como Chefe do EM na 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Florianópolis, foi transferido devolta a capital Catarinense.
Por ter sido Comandante-Geral da PMSC tinha uma grande rede de contatos em Santa Catarina, o que era de grande valia a Brigada Militar para seu entrosamento com a sociedade catarinense, servindo por três anos e meio nessa função.
Nesta época, a filha Martha casou-se com um Oficial do Corpo de Bombeiros Militar da PMSC (Tenente Anselmo Souza, hoje Cel PM RR), jovem que conhecerá quando seu pai era CmtG.
Em 1988 foi transferido novamente para Brasília, onde foi Chefe de Gabinete do EstadoMaior do Exército, dentre outras funções.
O seu pedido de transferência para a reserva soou como um brado de “missão cumprida”, podendo retornar ao convívio familiar em terras Catarinenses, e ao passar para RR como General de Brigada, Zaleski, mudou-se novamente a Florianópolis, cidade de seu primeiro posto como Oficial EB, para ficar próximo de seus filhos e netos.
Faleceu no dia seis de junho de 1995.
Terminava assim a trajetória de um grande homem, que deixou um exemplo de uma vida inteira dedicada a família, a carreira militar, ao crescimento intelectual pessoal e das Corporações (Exército Brasileiro e Polícia Militar de Santa Catarina).
O CORONEL EB JOÃO ZALESKI JÚNIOR, Ex-Comandante-Geral PMSC, por sua conhecida capacidade intelectual, professor/instrutor, homem das letras, e por ter sido o condutor da transição e retorno ao comando da PMSC aos Militares Estaduais da PM, foi homenageado como o digníssimo “Patrono da Cadeira 26” da Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina – ALMESC.
Florianópolis, 20 de março de 2022.
EDUPERCIO PRATTS
Cel BM RR Cadeira 26 ALMESC
Fontes:
ZALESKI NETO, J. A Saga do Prata: Os Prateados. 1 ed. Florianópolis: Postmix, 2020.
Sites: PMSC e Exército Brasileiro.
Cadeira 27 - T C Lucius Paulo De Carvalho Cadeira
Tenente-Coronel da Polícia Militar de Santa Catarina, Comandante da Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças - ESFAP. Mestrado Acadêmico em Administração (ESAG - UDESC/2023). Pós-graduação em Administração de Segurança
Pública (UDESC/2016) e em Gestão e Educação (UNIASSELVI/2010). Bacharel em
Direito (UNIBAN/2011), Bacharel em Segurança Pública (UNIVALI/2007) e Curso de Formação de Oficiais (PMSC/2007). Especialista em Operações Especiais (BOPE - Rio Grande do Sul /2011), Ações Táticas Especiais (BOPE - São Paulo/2010), Técnico Explosivista (BOPE - Mato Grosso/2013), Operações Urbanas (Polícia de Missiones - Argentina/2015), Terrorismo (Escola Internacional de Estudos Avançados para Prevenção e Combate ao Crime Organizado - Itália/2019) e Negociação Policial (Polícia Nacional - França/2019). É coordenador e professor das disciplinas de técnicas de polícia ostensiva e primeira intervenção em ocorrências de crise na Academia da Polícia Militar da Trindade - APMT. Tem experiência na área de Administração Pública nos temas relacionados à segurança pública e operações especiais, com atuação em ocorrências de alto risco e gerenciamento de crises no cenário catarinense entre os anos de 2011 e 2023. Faixa-Preta de Jiu-Jitsu pela Equipe Wado De La Riva/CT BOPE (2021).
Obras publicadas:
-
CARVALHO, Lucius Paulo de. Caveira: operações policiais especiais. Florianópolis: Autor Independente, 2021.
-
CARVALHO, Lucius Paulo de. Liderança policial em contextos perigosos.
Florianópolis: APMT, 2023.
Patrono - Abelardo Souza
Abelardo Sousa (Florianópolis, 1920 — Florianópolis, 1986) foi um pianista, compositor, maestro, jornalista, escritor, e professor brasileiro.
Abelardo era filho de Álvaro Sousa e Luisa do Nascimento Souza, neto paterno de José Brazilício de Souza (autor do Hino de Santa Catarina, que teve letra de Horácio Nunes Pires) e Maria Carolina Corcoroca de Sousa, e materno de P. Corrêa de Mello e Maria dos Passos Vargas. Seu bisavôs paternos foram o Capitão Reformado José Manuel de Sousa Sobrinho e Rita Inácia de Almeida Sousa. Em 19 de fevereiro de 1944, Abelardo casou-se com Maria Luisa Cardoso, na cidade de Blumenau.
Obras
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Santo Antônio dos Anjos da Laguna (1976)
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O Mestre-escola Viaja no Tempo (1978)
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Um líder na rota do cronista
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Painéis (1982)
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O Sábio e o Idioma
Representação na cultura
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É também patrono da cadeira 23 na Academia Catarinense de Letras e Arte.
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No bairro Barra da Lagoa, Florianópolis (SC), há a Rua Professor Abelardo Sousa.
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"Memória Musical Catarinense", disco da Camerata Florianópolis com obras de José Brazilício de Souza, Álvaro Sousa e Abelardo Sousa.
Cadeira 28 - Cel Walter Parizotto
Walter Parizotto, Coronel Bombeiro Militar do Estado de Santa Catarina
Natural de Jaborá – SC
Incluiu no Corpo de Bombeiros Militar do Estado de SC em 1992 no curso de formação de Sargentos,
Foi declarado Aspirante a oficial na Policia Militar do Estado de Santa Catarina em dezembro de 2000.
Transferido para o Corpo de Bombeiros Militar em fevereiro de 2001
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Pós-graduação:
. Mestrado em ciências florestais pela UFPR
Especializações :
. Controle de incêndios florestais pela UFPR
. Gestão pública pela Universidade do Estado de SC
PRINCIPAIS FUNÇÕES MILITARES
Comandante do 14º Batalhão de Bombeiros Militar em Xanxerê
Comandante do 6º Batalhão de Bombeiros Militar em Chapecó
Comandante da 3ª região de Bombeiros Militar - Chapeço
Presidente da coordenadoria da Força tarefa de respostas aos desastres naturais do CBMSC
Presidente da Coordenadoria do serviço de busca, resgate e salvamento com cães do CBMSC.
Presidente do Comitê nacional de busca e resgate com cães;
OUTRAS ATIVIDADES RELEVANTES
Instrutor da força nacional de segurança pública
Coordenador e instrutor do curso de formação de cinotécnicos do Ministério de justiça
Instrutor nos cursos de formação de cinotécnicos, combate a incêndios florestais e intervenção em áreas deslizadas do CBMSC
Professor convidado de pós graduação do instituto federal de Santa Catarina
Professor horista de pós graduação da Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC
Professor horista de pós graduação Universidade Comunitária da Região de Chapecó - Unochapecó.
Professor horista de pós graduação da Universidade do sul de Santa Catarina – UNISUL
Professor convidado da Universidade de Córdoba na Argentina
Patrono - Cel Alinor José Ruthes
Alinor José Ruthes, filho de Narciso Ruthes e Luíza Sabatkes, nasceu na localidade na época denominada Espigão do Bugre, hoje Vila Ruthes, no município catarinense de Mafra, no dia 14 de Fevereiro de 1932.
Fez seus estudos iniciais no município de Itaiópolis, também no norte catarinense, no Colégio de Freiras São João Batista, distrito de Paraguaçu. Ensino Médio no Ginásio Barão de Antonina, em Mafra.
Ingressou na Polícia Militar em 31 de março de 1950, sendo matriculado no Curso de Formação de Oficiais.
Em 15 de dezembro de 1953 foi promovido a segundo tenente e classificado na Companhia de Metralhadoras do Primeiro Batalhão de Infantaria.
Promoções:
Primeiro tenente em 24-02-56.
Capitão em 07-02-59.
Major em 21-05-64.
Tenente Coronel em 21-07-68
Coronel em 24-02-71.
Além do Curso de Formação de Oficiais, fez o Curso de Técnica de Ensino do Ministério da Marinha, Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais e Curso Superior de Polícia.
Funções exercidas:
- Delegado Adjunto da Delegacia de Ordem Política e Social do Estado.
- Delegado Regional de Polícia do município de Joaçaba.
- Chefe de Gabinete da Secretaria de Segurança Pública.
- Diretor por duas vezes do Departamento Estadual de Trânsito.
- Comandante do Corpo de Bombeiros Militar
- Chefe do Estado Maior da PM de 16/03/1979 a 31/10/1979
Transferiu-se para a Reserva Remunerada em 31 de Outubro de 1979.
Cadeira 29 - Cel Valdez Rodrigues Venâncio
Nome: Valdez Rodrigues Venancio
Cargo: Coronel PM reserva
Idade: 58 anos
Naturalidade: São José-SC
Endereço: Sebastião Laurentino da Silva, 126, ap 302, Córrego Grande, Florianópolis, SC.
CEP 88037-400.
Filiação: Francisco Xavier Venancio e Idalsema de Souza Venancio
Telefone: (48)99627331
E-mail: valdezvenancio300@gmail.com
Cursos Acadêmicos Realizados:
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Curso de Formação de Oficiais pela Academia de Polícia Militar da Trindade SC (1990)
-
Graduação em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (2002);
-
Pós graduação em Educação Ambiental pela UDESC (1994);
-
Pós Graduação em Administração de Segurança Pública pela Unisul (2008);
-
Pós Graduação em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Unisul (2010);
-
Mestre em Direito pela UFSC (2013)
Outras Participações:
Integrou o Grupo de Estudos de Direito Ambiental e Ecologia na Sociedade de Risco- GPDA e do Grupo de Estudos de Segurança Pública-PMSC da Universidade Federal de Santa Catarina.
Tem experiência na docência em Direito, atua principalmente nas seguintes áreas: Direito constitucional; Direito Ambiental; Gestão de projetos e Segurança pública, pela Unisul, Univali, APMT, UFPR, Bagozzi (Curitiba-Pr) e Faculdades Ação (Rio do Sul).
Atuou por 10 anos junto ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA-SC), sendo Presidente da Câmara Técnica jurídica do Conselho nos anos de 2004 e 2005, além de representante da PMA na câmara técnica de Florestas entre outras. Também atuou no Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH-SC) nos anos de 1999 a 2001.
Na PMSC:
Inicialmente auxiliou na Implantação da Polícia Ambiental em Santa Catarina, onde atuou por 15 anos, assumindo funções diversas. Exerceu funções na Chefia de ensino básico e complementar da Diretoria de Ensino da PMSC, no planejamento dos vários cursos na Corporação. Exerceu suas funções como Cmt da 3ª/2º BPM (Chapecó) Chefe de Planejamento e Ensino no 2º BPM, Gerente de Projetos da Secretaria de Estado da
Segurança Pública, Comandante do BPMA e Chefe da Casa Militar da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Publicação de obras:
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Interesses difusos e segurança pública. UnisulVirtual - Legislação Ambiental. UnisulVirtual.
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Ordem Pública Ambiental: a atuação da polícia ostensiva na proteção do meio ambiente
Outras Funções exercidas :
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Integrante da Equipe de transição, Governo Carlos Moisés da Silva, 2018.
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Presidente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina- IMA-SC (2019-2021).
-
Presidente do Conselho Estadual do Meio Ambiente de Santa Catarina.
-Integrante da mesa diretora do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente – ABEMA (2019-2021).
ALMESC:
Acadêmico da cadeira n°29, Cel Edison Correa
Patrono - Cel Edson Corrêa
Edson Corrêa – um exemplo a seguir
“os 54 de 35 saúdam os 130 de 31”
Primogênito de uma família de quatro irmãos, nasceu no período em que o mundo vivenciava o prenúncio da 2ª guerra mundial. Seu pai, sargento recém formado da PM catarinense, designado para assumir o comando do destacamento e o cargo de Delegado de Itapiranga, partiu com a esposa e o Edson que acabara de nascer para uma viagem de 30 dias. O caminho feito por mar até São Francisco, por trem até Porto União, de caminhão até Chapecó com parada em Joaçaba, e de lá até Itapiranga em carroça, nas estradas ainda recentes e em trilhas de boi. Viagem extenuante e Edson quase sucumbiu pelo calor que fazia na época.
Chegando na cidade designada, uma nova vida o esperava. Seu pai, delegado empossado, teve que aprender a falar o Alemão e a beber o Chimarrão. Conquistou o povo e fez carreira no Oeste, onde em 1950 como sub-tenente foi promovido a Oficial intendente e designado a Joaçaba. Lá, proporcionou ao menino Edson estudar no Colégio Marista Frei Rogério, comprometendo-se a ministrar aulas de educação física como forma de pagamento pelos estudos do filho.
Em sua formação, Edson aprofundou e tomou gosto pela filosofia, psicologia, geografia, história e latim. Neste período de estudo se destacou e se tornou um exemplo de dedicação, de luta por dias melhores para os demais irmãos.
Em 1954 a família foi transferida para Canoinhas e foi um novo período de preparação para os estudos. Em 1956, com 16 anos foi aprovado para ingressar na Polícia Militar e designado para realizar o Curso de Formação de Oficias na Academia do Barro Branco, da então Força Pública de São Paulo. Formou-se com méritos em 1959, sendo promovido ao Posto de 2º Tenente Combatente em 12 de dezembro por merecimento intelectual.
Amante da música clássica e orquestrada, aprofundou seus estudos em psicologia e filosofia, culminando com sua matrícula no curso de Filosofia da UFSC em 1968. Como hobby, assistia a todos os filmes que chegavam aos cinemas e como tinha uma excelente memória era requisitado pelos familiares e amigos a contar sobre as cenas dos filmes assistidos.
Era exigente com a perfeição de seus atos e ações profissionais. Tudo o que fazia, era organizado com retidão e executado com plenitude. Sua meta era sempre melhorar as condições de trabalho de seus comandados e da organização em que servia.
No começo dos anos de 1960, após estágio na área de psicotécnica, foi designado para compor a comissão para a realização da Norma Geral Administrativa de inclusão na PM. Na busca de novos conhecimentos, em 1963 passou a frequentar o Curso de Formação de Orientadores Profissionais do Instituto de Seleção de Orientadores Profissionais da FGV, no Estado da Guanabara. No seu retorno passou a chefiar o Gabinete de Inclusão da PM, inovando e estruturando o sistema de seleção e realizando um trabalho consistente a frente do gabinete. Culminando com a criação em 27 Janeiro de 1965, do Departamento de Inclusão, Seleção, Psicotécnica e Identificação da PM - DISPI , quando foi empossado por ato do Governador como Chefe do Departamento.
Fato de destaque desse período, é que realizados os testes psicotécnicos, verificando que o candidato não apresentava aptidão para o ingresso na vida militar, costumava orientá-los mostrando as áreas de atuação que teriam mais aptidões e consequentemente realização profissional. Foi reconhecido inúmeras vezes por essa generosidade que emanava.
Foi um profissional sempre a frente de seu tempo. Participou de diversas comissões de restruturação da PM, entre elas: em 1960 o projeto do plano geral de fardamento; em 1961 aumento de patrimônio, cavalaria e a presidência da Comissão de Polícia de praia que deu origem a Operação Veraneio; em 1962 novo Plano de uniforme para PM; em 1965 os Estudos e Planejamento do Policiamento da Capital; em 1968 o Regulamento do CAO da PM, entre outras, que foram agregando valor ao trabalho prestado na Corporação.
Destacou-se também nas atividades civis de Delegado Especial de Polícia em Braço do Norte em 1961, Diretor do Serviço de Segurança e Informações da Secretaria do Oeste em 1974 e Assessor Militar da Delegacia de Mafra em 1975.
Como profissional foi um destaque dentro e fora da Corporação. Participou de vários cursos, sempre com o fito no saber e na primazia dos trabalhos a desenvolver na comunidade. Entre eles o CAO e o CSP na Brigada Militar no Rio Grande do Sul, além de frequentar o Curso Geral de Polícia da Academia Internacional de Whashington - EUA, em 1966, como preparação para o desafio do Oficialato Superior, período em que exerceu funções de destaque: Comandante do 3º BPM, Fiscal Administrativo da PM, Diretor de Pessoal, Diretor de Finanças, Chefe do Estado Maior Geral da PM e Comandante do Corpo de Bombeiros, culminando com seu ingresso na reserva remunerada em 1987.
Oficial de caráter muito bem formado, honesto, equilibrado, discreto, competente, idealista, sempre apto a desempenhar qualquer função e liderar seus comandados tanto pela desenvoltura, como pela capacidade de trabalho e de enfrentar novos desafios. Com elevada moral e senso de dever, participou ativamente do processo de reestruturação da PM e seus diversos progressos, principalmente, nas décadas de 60, 70 e 80 do século passado. Como Comandante participou ativamente da difícil tarefa de implantação da nova organização da Força Militar Catarinense.
Para a família Corrêa foi o típico Irmão mais velho, sempre indicando o melhor caminho a seguir. Para os filhos o legado de uma vida laboriosa e honrada. Para a Corporação um baluarte que sempre esteve à frente de seu tempo, digno, honesto, estudioso e sempre pronto para os desafios que a carreira sempre exigiu.
Pare este Acadêmico uma luz: referência de uma busca constante de conhecimento, eficiência, cultura e generosidade. Uma honra ocupar a cadeira 29 e ser agraciado pelo exemplo de uma vida profissional voltada à excelência do serviço à comunidade. Um verdadeiro ideal a seguir.
“os 54 de 35 saúdam os 130 de 31”
Nome: Edson Corrêa
Nascimento: 11 de maio de 1939 – Florianópolis-SC
Filiação: José Manoel Corrêa e Maria Galvão Corrêa
Promoções:
2º Tenente - 14 de dezembro de 1959
1º Tenente - 1 de fevereiro de 1961
Capitão - 29 de agosto de 1962
Major - 9 de junho de 1969
Tenente Coronel - 18 de novembro de 1973
Coronel - 5 de maio de 1979
Cadeira 32 - Sarg PM Charles Adriano Cadeira 32
Nascido em 05-03-1977 em Santa Cecília, SC, o Sargento Charles Adriano Fernandes é casado com Isabel Cristina Zelazowski Fernandes e pai de Beatriz Naomi Fernandes. Ingressou nas fileiras da Polícia Militar Catarinense como Aluno Soldado em 2003. Lotado atualmente no 17° Batalhão de Polícia Militar, atua como instrutor do Proerd nas escolas da zona Sul de Joinville. Integra o excelente corpo docente do Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires- unidade Joinville- ministrando aulas da disciplina Ensino Religioso.
Condecorações
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Medalha de Bronze -10 anos de serviço (2013).
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Brasão do Mérito Pessoal 3 Categoria (2018).
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Medalha do PROERD- Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (2018).
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Medalha Corpo de Tropa- 15 anos- Categoria Bronze (2021).
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Medalha de Prata - 20 anos de serviço (2023).
Atividades na área cultural:
Cadeira 32 da ALMESC, Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina.
Atividades de Apoio Institucional:
Atualmente desenvolvendo o Projeto Ebede- Capelania Integral (dedicado a assistência religiosa, psicológica, jurídica e social), em apoio aos policiais militares. Este projeto, de apoio institucional, será realizado na Sede do 5°Comando Regional de Polícia Militar em Joinville, todo segundo sábado de cada mês. Esforço prestado por uma equipe multidisciplinar de assistência aos militares que se cadastrarem na Formação Sanitária.
Obras publicadas (solo)
1 - A Penologia do Bullying (2019) ─ Editora Santorini ─ Joinville.
Participações Literárias:
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Antologia “O Clarim”, da ALMESC, Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina.
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Devocional Pão Diário- Segurança Pública como embaixador do projeto, escrevendo artigos desde o ano de 2022.
Patrono - Sub Ten Atair Herculano De Souza
Atair Herculano De Souza- Nasceu em Palhoça, no dia 24 de dezembro de 1946, véspera de Natal.
Filho do Sr. Herculano Luís de Souza e da amável Dona Geni Maria de Souza, teve dez irmãos (Alaudi, Antônio, Ari, Aroldo, Celito, Bento, Getúlio, Maria Zeneide, José Carlos e Marco Aurélio) e uma infância boa, dentro das limitações de uma família pobre, regada a todos os bons exemplos possíveis. Carinhosamente chamado de “Ata” no seio familiar, amava o alvinegro do Estreito e no cardápio não podia faltar arroz com feijão e bife!
Cresceu e estudou na Tapera, na Escola Tenente Almachio. Casou-se com Icléia Costa, dessa união nasceram dois filhos: Eduardo e Evandro. Os familiares sempre admiravam a postura do tio “Ata”, conforme relata sua sobrinha Shirlaine.
O Homem de palavra era amigo das palavras também! Dedicava boa parte do seu tempo de folga à leitura e aos cuidados de seu inseparável FIAT 147.
Formou-se Sargento Especialista da Aeronáutica e aos 22 anos de idade, incluiu na Polícia Militar de Santa Catarina em 11 de abril de 1969.
Adorava a caserna. Adorava os estudos!... Nos registros, constam as primeiras classificações no CFSd e CFS, bem como vários elogios por serviços prestados, culminando com destacada atuação e empenho quando da visita de Sua Santidade João Paulo II a Florianópolis, em 21/11/1991.
Contudo, foi no Colégio Militar Feliciano Nunes Pires que sua atuação se destacou. Menciona-se por seus ex-alunos a meiga lembrança do amado mestre associada ao café preto acompanhado com Pé de Moleque. Entre os anos de 1984 e 1991 dedicou-se ao educandário, no desempenho das funções de Secretário Geral (1984 e 1985), Tesoureiro (1986), Tesoureiro e Secretário (1987 e 1988), Chefe dos Monitores (1989) e Professor de Língua Portuguesa (1990 e 1991), tornando-se referência inconteste aos colegas e alunos. Ainda hoje é possível identificar dentro da corporação muitos de seus ex-alunos, todos bem sucedidos em suas escolhas, os quais fazem coro aos elogios aqui listados.
Sua jornada chegou ao fim em 30/11/1996, enquanto dormia ao lado de sua esposa. Nos quase dez lustros de exemplar história, o guerreiro e Sub Tenente Atair travou muitas batalhas; em todas foi vitorioso! Registre-se, por oportuno, que não foi possível desfrutar de uma vitória em particular: o reconhecimento do COA. Tal vitória veio posteriormente, ainda que tardia.
Permanece, porém, vívido na memória de familiares e amigos o exemplo deste homem; sua coragem e amor, seu bigode característico, sua gargalhada, a voz marcante, seu zelo pela instituição e compromisso com o ensino.
Cadeira 35 - Cel Alessandro José Machado
Alessandro José Machado – Coronel da PMSC, Subcomandante Geral.
Natural de São Miguel D’Oeste/SC, em 28 de Janeiro de 1971.
Acadêmico 35 da Academia de Letras dos Militares Estaduais;
Acadêmico 21 da Academia Joinvilense de Letras;
Curso de Formação de Oficiais – 1995;
* Curso de Atendimento Pré-hospitalar e de formação de agentes em socorros urgentes;
* Curso de capacitação e implantação do programa Qualidade Total;
* Curso de formação de instrutores de pilotagem de motocicletas;
* Curso de Direitos Humanos;
* Curso de Táticas Policiais;
* Curso de Atirador Tático de Precisão – da Força Aérea Brasileira;
* Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO);
* Curso de Caçador - Sniper - do Exército Brasileiro;
* Curso de Piloto Privado e Piloto Comercial de Helicópteros;
* Curso de Instrutor e de Checador de Voo;
* Curso de Gerenciamento de Recursos de Cabine;
* Curso de Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional;
* Curso de Oficial de Segurança de Voo;
* Curso Superior de Polícia Militar (CSPM).
Dentre os cursos civis de nível superior realizados, é formado em Direito e Pós-graduado em Administração da Segurança Pública.
Autor dos seguintes livros:
- Conhecimento Gerais dos Helicópteros – Unisul;
- Operação Santa Catarina, ações da 2ª Companhia do Batalhão de aviação catarinense na tragédia do morro do Baú;
- Abordagens emotivas;
- Águia Urbana;
- Senhores do Ar;
- O Raio Precursor;
Autor de monografias:
- A eficácia das medidas sócio-educativas;
- A eficácia do relatório de prevenção de acidentes aeronáuticos no âmbito da PMSC;
Autor dos artigos científicos:
- Razão e Crime – Revista Unisul;
- Confrontos armados envolvendo helicópteros policiais – Revista Ordem Pública;
- Padronização de aeronaves de asa rotativa na PMSC – Revista Ordem Pública;
Patrono - T C Asteroide da Costa Arantes
Cap Asteroide, um ilustre Oficial da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, um Aviador, um visionário, um estadista!
Poucos sabem, mas o Ten Cel PM ASTERÓIDE ARANTES foi um dos pioneiros da aviação no Estado de Santa Catarina e na Polícia Militar, certamente, o primeiro aviador.
Nasceu no dia 02 de julho de 1903, em Palhoça, Santa Catarina, tendo iniciado a carreira na Polícia Militar como praça em 21 de março de 1931 e a seguir nomeado 2º Tenente da então Força Pública, mediante concurso, em 23 de março de 1931.
Na década de trinta havia um forte movimento de idéias que desevendava a complexidade da luta social, em que grupos diferentes tinham também interesses distintos, formando forças políticas que alavancaram mudanças sócio-econômico-político culturais na região. Em especial o Integralismo e as lutas pelo poder político na década de 1930 ensejavam a necessidade de se diminuir as tensões e alianças entre as diversas forças político-sociais locais, e nesse contexto se infere que o então Tenente Asteróide Arantes, por sua relação de confiança com o interventor do Estado e conduta ilibada passou no ano seguinte, durante a denominada Revolução Constitucionalista de São Paulo, a integrar o 3º BCR (Batalhão de Caçadores de Reserva), integrado às Forças Governistas, tendo sido comissionado como 1º Tenente em 18 de agosto de 1932 e como Capitão em 13 de setembro de 1932, durante esse período.
Mas as promoções efetivas aos postos de 1º Tenente e de Capitão somente aconteceram com o término do movimento, e após ter sido dispensado da Comissão, momento em que desempenhou funções alternadamente na caserna e em cargos civis, como o de Prefeito de Nova Trento entre 18 de janeiro a 08 de junho de 1933, de Delegado de Polícia de Blumenau de 11 de julho de 1933 a 20 de dezembro de 1934, e o de o de Prefeito e Delegado de Polícia de Araranguá, cumulativamente, entre 21 de novembro de 1934 a 19 de fevereiro de 1936. (BASTOS JÚNIOR, 2011, p. 189)
Ainda como Tenente foi Ajudante de Ordens do Interventor Federal, Dr. Nereu Ramos e como capitão, promovido em 15 de fevereiro de 1938, foi seu Chefe da Casa Militar.
Excerceu outras funções civis como Delegado de Polícia em Florianópolis e Joinville, tendo recebido homenagens com nomes de ruas e logradouros em Santa Catarina batizados com o seu nome.
Na década de 30 a aviação já havia se desenvolvido no Brasil e no mundo, se consolidando como um meio de transporte viável, havendo uma grande empolgação em torno da atividade que passou a ser estimulada pelo governo Federal. No ano de 1931 as escolas de pilotagem avançavam e se distribuíam pelo território nacional, pois a aviação comercial já era uma realidade, tendo então sido nesse contexto no governo Getúlio Vargas o Departamento de Aeronáutica Civil no Ministério de Viação e Obras Públicas, que passaria a se chamar mais adiante de DAC – Departamento de Aviação Civil, passando a regulamentar e controlar as atividades aéreas civis até o ano de 2005, quando então foi criada a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que o substituiu acompanhando a tendência internacional em termos de coordenação e regulação do Transporte Aéreo. O DAC contribuiu com a formação de muitas escolas de aviação e aeroclubes brasileiros, os quais tiveram papel relevante na formação de mão-de-obra qualificada para a aviação brasileira.
Nessa época, em que havia um grande entusiasmo pela aviação no Brasil, a importância da aviação como fator de desenvovlvimento nacional despertou o interesse do governo federal, tendo sido criada a Campanha Nacional de Aviação (CNA), visando a criação de benefícios e incentivos à atividade aérea, a qual contou com o apoio do do jornalista Assis Chateaubriand, proprietário da cadeia de jornais Diários Associados, voltando-se para a doação de aviões, verbas e materiais uteis para a compra ou construção de aviões, hangares e construção de campos de voo (pouso e decolagens) fomentando a criação de aeroclubese e buscando consolidar a aviação civil no país. Recursos foram angariados e a doação de aviões de pequeno e médio porte foram feitas para aeroclubes espalhados pelo Brasil afora estimulando e dando suporte e estrutura para a formação de novos pilotos no país.
Assim que o Decreto-Lei Nº 678, de 12 de Setembro de 1938, que aprovou o regulamento para a concessão de subvenções aos aéro-clubes (sic), clubes de planadores e escolas civís de aviação prescreveu que as escolas civis de aviação, inclusive as que forem mantidas pelos aero-clubes, serão subvencionadas para aquisição de aeronaves e como incentivo à formação de pilotos, pela redução do preço da hora de voo. Emalguns casos o referido Decreto previu desconto de até 100 % das horas de voo, quando se tratasse de candidatos com “excepcionais condições psico-fisiológicas apuradas pelo serviço médico da aeronáutica civil e que, comprovadamente, não disponham de recursos próprios para custear a diferença”.
É nesse contexto de interesse do governo federal no desenvolvimento da aviação do país e que resultaria na Campanha Nacional da Aviação, como afirma o ilustre Coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, Edmundo José de Bastos Júnior em sua obra “O Caso dos Treze e outras histórias”, (2011, p. 187), em que narra de forma sucinta sobre “O pioneiro da Aviação na PMSC”, que o interventor federal Nereu Ramos em 10 de outubro de 1938 edita o decreto-lei nº 208, que dispõs sobre vantagens e obrigações dos oficiais e praças da Força Pública que fizessem o curso de aviação. Havia interesse em despertar a prática aviatória em razão do progresso que a aviação representava para para a força pública, para o Estado e para o país.
O decreto-lei 208 foi estendido a Oficiais e Sargentos da Corporação, cuja matrícula se daria mediante autorização e intermédio do Comando Geral, sendo que as despesas do curso seriam por conta do Estado até o limite de 40 horas no mês, tudo devendo ser registrado em Boletim Interno da Corporação: inscrição, matrícula, datas dos voos de treinamento, horas de voo, e outras informações pertinentes ao curso. Os voos de treinamento, mesmo depois de tirado o brevet, eram considerados objeto de serviço com vantagens como o fato do brevet se constituir em mérito para promoção e garantias, como a de reforma com vencimentos integrais e tratamento custeado pelo Estado em caso de acidente. Em 14 de dezembro de 1938 o então Capitão Asteróide da Costa Arantes , após aprovado no exame de saúde, sendo designado para fazer o curso de “piloto aviador”, em que aulas se inciariam na véspera. (Bastos Júnior, 2011, p. 188)
O voo solo do Capitão Asteróide, ou seja, sob seu único comando, ocorreu no dia 11 de fevereiro de 1939, e no dia 29 de agosto do mesmo ano prestou seu exame de piloto na então Base Naval de Florianópolis, Comandada pelo Capitão Aviador Epaminondas Gomes dos Santos que foi o examinador, tendo sido empregado o equipamento Moth I-IH-23, pertencente à Base. Foi aprovado e registrado seu diploma no Departamento de Aviação Civil com o número 556, fato que reportou a 31 de outubro ao Comando Geral da Corporação. (BASTOS JÚNIOR, 2011, p.192)
Recebeu seu Brevet de Piloto em 23 de outubro de 1938, nas comemorações do dia do aviador na Base de Aviação Naval de sua madrinha, a Senhora Beatriz Ramos, esposa do interventor do Estado, Dr. Nereu Ramos, mesma data em que foi “batizada” a aeronave recebida em doação pelo Aeroclube do glorioso Exército Brasileiro.
Brevetado participou de várias atividades aeronáuticas e muitos voos de navegação e adestramento pelo Estado, tendo obtido no ano de 1942 sua carteira de instrutor de pilotagem de voo.
Dentre as atividades destaca-se a a participação no Aero Club Catarinense, hoje denominado Aeroclube de Santa Catarina, em que no dia 28 de setembro de 1938, durante Assembleia Geral da entidade em que representava o Interventor Federal, foi convidado a assumir a presidência do Aeroclube, convite declinado em razão da necessidade de haver sufrágio com os associados para a eleição da Diretoria, passando logo a seguir, em 03 de outubro de 1938 a compor o Conselho Superior da entidade eleito por aclamação.
No dia 06 de outubro de 1940, diante da renúncia do cargo de Diretor Presidente Dr. Aderbal Ramos da Silva, e frente aos relevantes serviços prestados à entidade, o Capitão Asteróide foi indicado para assumir a presidência do Aeroclube, passando então à exercer a presidência da entidade. Foi reeleito por maioria absoluta de votos em 16 de setembro de 1941, e reeleito novamente em 20 de setembro de 1945 e em 24 de setembro de 1947, permanecendo no cargo até o dia 20 de setembro de 1949.
Durante sua gestão fez muitas realizações, destacando-se o recebimento de subvenções, a elaboração do Regimento Interno, autorização para funcionamento da escola de pilotagem, aquisição de aeronaves, aquisição de terreno para o campo de pouso, recebimento de donativos, e planejamento de obras e infrasestrutura para o Aeroclube de Santa Catarina.
Asteroide da Costa Arantes foi casado e teve uma filha, a Senhora Maria Edith Arantes Garcia (falecida) esposa do Dr. Osny Garcia, médico renomado em Joinville. Soube-se que sua filha, a Sra. Maria Edith, morou por um período em Curitiba estudando num internato, e que eventualmente o aviador Asteroide viajava para aquela localidade para leva-la ou busca-la, e que ela fazia às vezes de “co-piloto”.
O Major Asteróide Arantes foi para a reserva remunerada da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina em 11 de fevereiro de 1946, promovido a Tenente Coronel, passando a etapa final de sua vida em Joinville – SC, onde exerceu entre 1946 e 1950 a funções de Delegado Especial de Polícia.
Faleceu no dia 26 de dezembro de 1961 e seu corpo foi enterrado no cemitério Municipal de Joinville.
“Asteróide”, nome sugestivo, que sua honrosa trajetória continue servindo de inspiração para jovens pilotos e policiais militares. De suas sementes prematuramente lançadas hoje se veem os frutos materializados nas relevantes e imprescindíveis atividades aéreas realizadas pela Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, pelos nossos Batalhões de Aviação, por nossos homens e mulheres.
Ten Cel Asteróide da Costa Arantes, onde quer que cingre uma aeronave ou atue um policial militar, sempre estarás presente em nossas memórias !










































